30 setembro, 2016

Coisas que não mudam #367

Mommy-made things...
L, who has been exceedingly kind to me lately, is going to be very happy! Isn't that one of life's goals?

29 setembro, 2016

Foi neste dia #298 (1444)

Há 572 anos começava o povoamento da Ilha de São Miguel em dia do então patrono de Portugal São Miguel Arcanjo. Hojé é também o dia de São Gabriel e São Rafael, também arcanjos.

28 setembro, 2016

Espantos #484

Recentemente no FRIST
Alguém que Deus já lá tem, teria gostado desta exposição mas ainda assim ficaria tão feliz de eu a ter visto.

27 setembro, 2016

Caprichos #417

Nature's small perfections
Pequenas perfeições da Natureza

26 setembro, 2016

Pormenores #135

At Denver airport a week ago:
environmentally conscious Colorado keeps count

25 setembro, 2016

Coisas que não mudam #366

Há sensivelmente um mês recebi uma cesta de plantas lindas, que tenho regado copiosamente todos os dias. 
Ontem, dei-me ao trabalho de retirar todas as plantas da cesta porque a água começou a vazar cesta fora.
Foi então que dei com a surpresa!

24 setembro, 2016

Espantos #483

Anteontem chegou o Outono
e ao terceiro dia estão temperaturas de Verão
tanto em Nashville como no Algarve

23 setembro, 2016

Retirado do contexto #221

Kindness: friends who prepare food for you before they leave.
Bondade: amigos que deixam comida feita antes de irem embora.

21 setembro, 2016

Não me procures ali

Não me procures ali
Onde os vivos visitam
Os chamados mortos.
Procura-me
Dentro das grandes águas
Nas praças
Num fogo coração
Entre cavalos, cães,
Nos arrozais, no arroio
Ou junto aos pássaros
Ou espelhado
Num outro alguém,
Subindo um duro caminho
Pedra, semente, sal
Passos da vida. Procura-me ali.
Vivo.

Hilda Hilst

Numa sala perto de mim #341

Eight Days a Week (2016) tells the story of the Beatles touring years from 1962 to 1966... four mad years of meteoric success and continuous touring. The non-stop screaming everywhere they went must have been quite overwhelming for kids of 19 to 22. The movie ends with a 30-min edited version of their concert at Shea Stadium on August 15 of 1965 before an unprecedented audience of 55,600. In the absence of social media, the Beatles were the first band of the masses, which makes their progress nothing short of remarkable.

20 setembro, 2016

Pormenores #134

Recently in Nashville...
lest we forget the confederate roots of the South.

19 setembro, 2016

No Times de hoje #168

Proper care in old age is a difficult task as people who were once young and able must, at times reluctantly, rely on others for the most basic needs. The situation is more dramatic for Holocaust survivors. 

Once, they were forcefully taken from their homes, placed in ghettos or concentration camps, which they survived against all odds. Moving to a nursing home for the need of adequate care must be very difficult for any old person in perfect judgement, but the previous trauma of Holocaust survivors leads them to refuse. In-home care by specialized nurses and social workers is expensive and may not be as frequent as needed. The estimates point for half a million ageing Holocaust survivors around the world. The New York Times brings an insightful article on their situation in present day Budapest.

18 setembro, 2016

Caprichos #416

Recently @Kroger, the local supermarket,
treats from Puglia!

17 setembro, 2016

Caprichos #415

My first attempt at carbonara a few days back...
... kind of proud to have, singlehandedly, put together a bunch of ingredients I don't ever use or buy, such as bacon, brandy, eggs and parmesan. Why were all of these ingredients available in the house, one might ask? Well, let's just say that (better) carbonara has been made in the house before.

16 setembro, 2016

Palavras lidas #305

I Wish*
by Robert Ward

I wish you the courage to be warm when
the world would prefer that you be cool.
I wish you success sufficient to your needs;
I wish you failure to temper that success.
I wish you joy in all your days; I wish you
sadness so that you may better measure
that joy.

I wish you gladness to overbalance grief.
I wish you humor and a twinkle in the eye.
I wish you glory and the strength to bear
its burdens.

I wish you sunshine on your path and
storms to season your journey.
I wish you peace in the world in which
you live and in the smallest corner of the
heart where truth is kept.
I wish you faith to help define your living
and your life.

More I cannot wish you, except perhaps
love, to make all the rest worthwhile.
_________

* sent to me by a kind and dear friend.

15 setembro, 2016

Ditto #337

No man is himself. He is the sum of his past.

--William Faulkner

13 setembro, 2016

Coisas bonitas #2

Continuarei a ver-te nas coisas bonitascomo a minha irmã mais velha. Sempre pronta: 

- para me ajudar e dar conselhos, especialmente em áreas que não domino;
- para não me deixar caír como, nesta fotografia tirada por volta de 1977-78, ainda que eu pareça um bocadinho apertada... já lá diz o ditado: o que aperta segura
- para me consolar como eu nunca serei capaz de fazer;
- e para tantas outras coisas!

Notas finais para a qualidade dos autores dos dois exemplares dos anos 70 na fotografia e, claro, para a qualidade do fotógrafo :-)

12 setembro, 2016

Numa sala perto de mim #340

Sully (2016) tells the recent story of US Airways flight 1549 on January 15, 2009 that landed on the Hudson river with 155 souls on board. All survived. The remarkable work of pilots and crew (that evacuated the plane in 4 minutes) was complemented by that of rescue teams who in 24 minutes rescued everyone to safety on a very cold day in January.

Tom Hanks acting and Clint Eastwood directing make a wonderful combination.
___________

Sully (2016) conta a história recente do voo US Airways 1549 que no dia 15 de Janeiro de 2009 amarou no rio Hudson com 155 pessoas a bordo. O notável trabalho de pilotos e tripulação (que evacuaram o avião em 4 minutos) foi complementado pelo das equipas de salvamento que em 24 minutos colocaram todos em segurança num dia muito frio de Janeiro.

Tom Hanks como actor e Clint Eastwood fomo realizador fazem uma óptima dupla.

11 setembro, 2016

Palavras lidas #304

Still, I Give Thanks
by Marie Reynolds

Day fourteen in the radiation waiting room
and the elderly man sitting next to me
says he gives thanks every day because
he can still roll over and climb out of bed.
We wear the same cotton gowns—repeating
pattern of gold stars on a field of blue—that gape
in back, leaving our goose bump flesh exposed.
Lately, I too, give thanks for the things I can do—
sit, stand, take my next breath. Thanks for my feet,
my fingers, the ears on my head. I give thanks
for the scrub jay’s audacious cries outside
my window at dawn. He is a hungry soul,
forever foraging to feed his mortal appetite.
Like him, I want more of everything: more light,
more life, another cup of Darjeeling tea and a silver
teaspoon to stir it with. I want to see my mother again,
before the winter settles in, and when she’s gone,
I want her porcelain Madonna. I want my doctor
to use the word “cure” just once. Each day, supine
on the table, I listen to the razoring whine
of the radiation beam. It hurts to lie still,
the table sharp as an ice floe beneath the bones
of my spine. Still, I give thanks for the hands
that position me, their measurements and marking
pens, the grid of green light that slides like silk
across my skin. I close my eyes and think
of the jay. We wear the same raiment: blood, bone,
muscle. Most days I still feel joy. I give thanks
for that bird, too—invisible feathers, invisible wings—
a quickening, felt deep within the body, vigorous and fleeting.

10 setembro, 2016

Coisas bonitas #1


Faz amanhã um mês que o meu pai deixou de viver, mas faz hoje um mês que os médicos nos disseram que não podiam fazer mais nada. Ou seja, faz hoje um mês que deixámos de acreditar que as melhoras seriam possíveis e que começámos a lidar com a realidade da nossa vida sem o pai.

Durante seis semanas, mas especialmente nas últimas quatro dessas seis, vimos a saúde dele deteriorar-se. Para mim, o mais difícil foi conciliar a esperança de melhoras com a percepção de que se elas não viessem rapidamente, a situação não poderia prolongar-se muito mais tempo.

Saber que ele teve uma vida realizada e feliz, que não tinha inimizades ou zangas por resolver e que não sofreu muito tempo, ajuda a aceitar os factos. Quando a saúde do doente está de tal forma debilitada que não há solução, há que pensar no que é melhor para o doente e não ser egoísta.

Apesar disso, não posso deixar de me surpreender com a dificuldade de superar a tristeza que há um mês trago comigo. Nada que me impeça de funcionar com normalidade no dia a dia, lidando com alunos, colegas, ou assistentes (talvez porque já nada na minha vida quotidiana dependesse do meu pai... algo em que nunca tinha pensado antes). Ainda assim, os pensamentos tristes aparecem.

Tenho ao longo do último mês recebido muitas mensagens de carinho (e abraços prolongados quando não há palavras) de amigos, alguns deles partilhando memórias de quando passaram pela mesma situação e cujas palavras me confortam. Uma amiga pouco mais velha que perdeu o pai aos 16 anos, que me faz pensar quão mais difícil terá sido para ela perder o pai quando ainda precisava tanto dele; um amigo de 67 anos (menos 1 que o meu pai) que perdeu o pai há quase 30 anos e que diz que é raro o dia que não pensa nele; uma prima muito chegada que me confirmou isso mesmo e que já perdeu o pai há 17 anos. Não importa quando, é sempre cedo para se perder um pai e ao que entendo, o sentimento da perda é algo com que se aprende a lidar. Estou apenas no princípio dessa aprendizagem, mas lá chegarei.

As palavras da minha irmã também me confortam, sempre, e muito. Foi ela que notou que o nosso pai tinha 41 anos quando perdeu o pai dele e que nós estamos apenas à distância de um ano (para cima e para baixo)... enfrentamos pois esta situação todos com a mesma idade. Foram ainda as sábias palavras da minha irmã que me fizeram esta manhã olhar para uma borboleta azul e pensar: vejo-te nas coisas bonitas, pai!

Palavras lidas #304

Recomeça…
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…

Miguel Torga

09 setembro, 2016

Palavras lidas #303

String Theory
by Ronald Wallace

I have to believe a Beethoven
string quartet is not unlike
the elliptical music of gossip:
one violin excited
to pass its small story along
to the next violin and the next
until, finally, come full circle,
the whole conversation is changed.

And I have to believe such music
is at work at the deep heart of things,
that under the protons and electrons,
behind the bosons and quarks,
with their bonds and strange attractors,
these strings, these tiny vibrations,
abuzz with their big ideas,
are filling the universe with gossip,
the unsung art of small talk

that, not unlike busybody Beethoven,
keeps us forever together, even
when everything’s flying apart.

08 setembro, 2016

Foi neste dia #297 (1664)

Há 352 anos os ingleses capturaram Nova Amsterdão alterando-lhe o nome para Nova Iorque em honra do então Duque de Iorque (futuro James II de Inglaterra), apenas 38 anos depois da ilha de Manhattan se tornar propriedade holandesa. A Holanda abandonou definitivamente a colónia e quaisquer pretensões territoriais sobre aquela ilha pelo Tratado de Breda em 1667 reconhecendo a posse de Manhattan para a Inglaterra, mas garantindo em troca a posse das Molucas (historicamente conhecidas como as Ilhas das Especiarias, hoje na Indonésia), que a Inglaterra se comprometeu a não disputar. Selava-se assim o fim da Segunda Guerra Anglo-Holandesa, com vitória holandesa.
__________

352 years ago the English captured New Amsterdam, changing its name to New York in honor of the Duke of York (future James II of England), only 38 years after Manhattan became Dutch property. The Dutch permanently abandoned the colony and any territorial pretensions thereof by the Treaty of Breda in 1667 when they recognized the possession of Manhattan for England, in exchange for Dutch possession of the Moluccas (historically known as the Spice Islands, today in Indonesia), which England agreed not to dispute. And so the end of the Second Anglo-Dutch War was sealed, with a Dutch victory.

07 setembro, 2016

Palavras lidas #302

(...) Quando Deus confundiu as línguas na torre de Babel, ponderou Philo hebreu, que todos ficaram mudos e surdos, porque ainda que todos falavam e todos ouviam, nenhum entendia o outro. Na antiga Babel houve setenta e duas línguas; na Babel do rio das Amazonas já se conhecem mais de cento e cinquenta, tão diversas entre si como a nossa e a grega; e assim quando lá chegamos, todos nós somos mudos, e todos eles surdos. Vede agora quanto estudo e quanto trabalho será necessário para que estes mudos falem, e estes surdos oiçam. (...)

Padre António Vieira, Sermões, "Sermão da Epifania", pregado na Capela Real do Paço da Ribeira no dia da Epifania (6 de Janeiro) em 1662

04 setembro, 2016

Vou falar-vos do meu Pai


Nos últimos dias tenho pensado nisto. O que diria a alguém que não o conheceu e, por infortúnio da sorte, já não o poderá fazer.

E isto não é nada fácil. Pois se para vocês talvez seja o tio,  o cunhado, o primo, o chefe, o vizinho, o amigo, para mim é aquele que não poderei substituir: o meu Pai.

O meu Pai foi uma pessoa séria, reservada, leal, obstinadamente organizada, de ideias fixas e que raramente mudava de opinião. Muitas das discussões que tivemos deveram-se sobretudo a isso. Acho que também nisso éramos parecidos.

Um misto de emoções assola-me nos últimos (longos) dias. Se por um lado, e de forma egoísta, ainda não consigo acreditar que nunca mais vou sentir aquelas mãos papudas em festas desajeitadas na minha cabeça, ou pesadas em cima dos meus ombros, por outro quero muito acreditar que há certamente uma grande festa num sítio muito melhor que este onde vivemos, com reencontros de pessoas também muito saudosas dele e que de lá vai acompanhando o que deixou precocemente cá por baixo.

Mesmo assim, o facto de saber que transporto o mesmo nome e que, ainda por cima, temos algumas semelhanças, é uma enorme herança e responsabilidade.

Sei que continuarei a ver-te nas coisas bonitas, nos pratos apetitosos (nos da mãe sempre), nas praias calmas, nas discussões com polícias, nas gravatas azuis, nos dias em que o Belenenses ganhar (e nos que perder também, fica descansado) e quando for preciso falar para evitar injustiças.

Acho que cresci Pai, mas era cedo, muito cedo ainda para isso. Já tenho saudades e, apesar de querer muito pensar que há forma de dar a volta, sei que não as mato.

Costumavas dizer “quando se nasce não se calça 40”. Acho que morro a calçar 36/37, mas prometo que disso não desço.
Beijo

Palavras lidas #301

Last Day of Kindergarten
by Marjorie Saiser

In the photograph
the boy is ecstatic,
set free, a young king,
everything ahead of him.
There is nothing he can’t have
if he wants it and he wants it,
as does his friend beside him.
They are ready now to ride off
together and slay dragons,
rescue the world. It’s all here
in the park after the last bell;
it’s here in the green summer
they have been released to.
It’s here in their manhood.
They’ve only finished kindergarten
but they understand freedom
and friendship. They’re on top
of the picnic table, they’re on top
of the world in their tennis shoes,
they have raised their arms,
they are such men as could
raise continents; they have
survived. Look how their
fingers reach the sky
and their legs are sure as
horses. Their bodies
will forever do anything they ask.

03 setembro, 2016

Palavras lidas #300

She Gives Me the Watch off Her Arm
by Marjorie Saiser

my mother wants me to
go to college

the closest she has ever been
is this
the dorm

her father had needed her
to dig the potatoes
and load them into burlap bags

but here she is
leaving her daughter

on the campus in the city time to go
we are at the desk
the clerk is wide-

eyed when my mother
asks her if she will
take an out-of-town check

if the need arises
if something comes up
so my girl will have money

even I know
this isn’t going to happen
this check-cashing

a clerk helping me with money
but miracle of miracles
the clerk says nothing

and I say nothing
and my mother feels better
we go to the parking lot

old glasses thick graying hair
she is wearing a man’s shirt
has to get back to the job

we stand beside her Ford and it is
here she undoes the buckle of the watch
and holds it out to me

my father’s watch
keeping good time for him
and then for her

she says she knows I will
need a watch to get to class
we hug and she gets in

starts the car
eases into traffic
no wave

the metal of the back of the watch

is smooth to my thumb
and it keeps for a moment
a warmth from her skin.

02 setembro, 2016

Palavras lidas #299

Young and Old
by Charles Kingsley

When all the world is young, lad,
And all the trees are green;
And every goose a swan, lad,
And every lass a queen;
Then hey for boot and horse, lad,
And round the world away;
Young blood must have its course, lad,
And every dog his day.

When all the world is old, lad,
And all the trees are brown;
And all the sport is stale, lad,
And all the wheels run down;
Creep home, and take your place there,
The spent and maimed among:
God grant you find one face there,
You loved when all was young.

01 setembro, 2016

Foi neste dia #296 (1873)

Há 143 anos eram inaugurados os icónicos carros de São Francisco puxados a cabo subterrâneo. Os anteriores carros puxados por cavalos não eram eficientes nas inclinadas colinas da cidade. Andrew Smith Hallidie, o inventor do carro movido a cabo subterrâneo, terá presenciado em 1864 um episódio dramático da morte de vários cavalos que, apesar de chicoteados na íngreme subida de Jackson Street, escorregaram e na queda foram puxados pelo carro colina abaixo.

O pai de Hallidie detinha no Reino Unido a patente do cabo de corda de aço, pelo que Hallidie pensou em aliar aquela invenção à máquina a vapor. O primeiro carro de teste circulou às 4 da manhã do dia 2 de Agosto de 1873 e foi um sucesso. No dia 1 de Setembro o serviço foi aberto ao público na Clay Street Hill Road tendo desde o início grande aceitação.

Ditto #336

I cannot give you the formula for success, but I can give you the formula of failure - which is try to please everybody.

--Herbert B. Swope