31 março, 2017

Caprichos #436

Chai @Revelator Coffee Company in Nashville

30 março, 2017

Primavera #81

One last go at spring in Tennessee

29 março, 2017

Palavras lidas #330

He Wishes for the Cloths of Heaven
by William Butler Yeats

Had I the heavens’ embroidered cloths,
Enwrought with golden and silver light,
The blue and the dim and the dark cloths
Of night and light and the half-light,
I would spread the cloths under your feet:
But I, being poor, have only my dreams;
I have spread my dreams under your feet;
Tread softly because you tread on my dreams.

28 março, 2017

Numa sala perto de mim #349

Jackie (2016) shows the moments between JFK's assassination and funeral, from the perspective of his wife. Though covering a short time frame, the movie conveys the intensity of the most tragic event in recent US history, and above all the dignity of Jacqueline Bouvier Kennedy.

27 março, 2017

Numa sala perto de mim #348

Stella Days (2011) tells the story of a small Irish town in the mid 1950s where a priest's efforts to set up a movie house may just be more modernity than the town can take, at a time when electricity is also arriving in town. Interestingly the church's hierarchy changes its mind once their objectives can be taken into account. The desire to open this remote place to a world out there clashes with the distrust of progress and the willingness to keep the populace under control.

26 março, 2017

Numa sala perto de mim #347

Snowden (2016) details nine years in the life of Edward Snowden from his start at the CIA in 2004 to the decision of going rogue and denouncing the massive surveillance practices of the government over its citizens. The realization that terrorism is the excuse for surveillance while the reason is keeping the masses under control is rather eye opening!

25 março, 2017

Foi neste dia #308 (1965)

Fifty-two years ago from the footsteps of the Alabama state capitol in Montgomery, Martin Luther King addressed a crowd of some 25,000 who had marched from Selma AL for five days protesting against discriminatory practices that prevented voting of blacks across the South. The Voting Rights Act was signed into law in August of 1965. Two passages from that speech:

“The end we seek is a society at peace with itself, a society that can live with its conscience. And that will be a day not of the white man, not of the black man. That will be the day of man as man.”

The arc of the moral universe is long, but it bends towards justice.

24 março, 2017

Palavras lidas #329

A Shropshire Lad, II
by A. E. Housman

Loveliest of trees, the cherry now
Is hung with bloom along the bough,
And stands about the woodland ride
Wearing white for Eastertide.

Now, of my threescore years and ten,
Twenty will not come again,
And take from seventy springs a score,
It only leaves me fifty more.

And since to look at things in bloom
Fifty springs are little room,
About the woodlands I will go
To see the cherry hung with snow.


Missing the cherry blossoms this morning and remembering the snow, which I don't miss, but it sure is a pretty sight.

23 março, 2017

Primavera #80

Entrada do Palau Reial de Pedralbes, Diagonal 686, Barcelona
com flores e ervas em flor

22 março, 2017

Español #15

Dicho popular:

Lo que no viene, no conviene

21 março, 2017

Primavera #79

Presentes primaveris que chegam com a primavera!

20 março, 2017

Primavera #78

Mais uma primavera que começa no hemisfério norte,
já no hemisfério sul começa o outono

18 março, 2017

Primavera #77

Já por aqui,
embora não com a intensidade de outras Primaveras
Already around,
although not with the intensity of other Springs

17 março, 2017

Coisas que não mudam #393

As alegrias e as desilusões futebolísticas (e do desporto em geral), são tanto maiores quanto menor a probabilidade do resultado em causa. No domingo passado os benfiquistas ficaram muito contentes com a vitória por 4-0 frente o Belenenses na Luz, mas uma vitória do Benfica era o evento mais provável ao início da partida dado que o Benfica jogava em casa e era a equipa mais forte. Tivesse o Belém ganho na Luz (evento de probabilidade bem mais baixa) e talvez os benfiquistas ficassem muito mais desiludidos do que com a derrota que sofreram em Dortmund a 8 de Março que os eliminou da Liga dos Campeões... não falo aqui do jogo que preferissem ganhar, apenas das probabilidades de ganhar cada jogo e das possíveis emoções associadas.

Ora, um jogo que desafiou, e muito, as probabilidades aconteceu também a 8 de Março para a Liga dos Campeões, quando o Barça venceu o Paris Saint-Germain por 6-1. A qualidade das duas equipas era mais comparável que no jogo Benfica-Belém, mas as probabilidades estavam contra o Barça que, apesar de jogar em casa, só poderia continuar na competição se superasse a desvantagem de 4 golos da primeira mão jogada em Paris três semanas antes. Um artigo da The Economist desta semana analisa este jogo em termos da teoria das probabilidades. Jamais na história da Liga dos Campeões (desde 1955) outra equipa tinha conseguido superar tal défice de golos e apenas oito conseguiram superar défices de 3 golos da primeira mão fora (3-0 ou 4-1), obtendo depois em casa a reviravolta. O caso do Barça é ainda mais espantoso porque até ao minuto 87 o resultado era 3-1, ou seja, para passar à fase seguinte o Barça teria de marcar mais três golos. Se a probabilidade de marcar 5 golos em 90 minutos era baixa, a probabilidade de marcar 3 golos em 3 minutos mais descontos mais ainda baixa seria... mas aconteceu. 

Não sendo uma final, ainda assim foi um jogo que deu para bastantes emoções. A reacção dos adeptos foi de tal ordem que a terra tremeu nas imediações do estádio, nas ruas os carros e as motas não pararam de apitar tão cedo, o trânsito na rambla foi cortado devido ao mar de adeptos que festejavam junto à fonte de canaletas com bandeiras, cachecóis, saltos, gritos e canções. Em campo, os atletas cansados de um intenso jogo de 95 minutos correram em euforia para celebrarem juntos. O emocionante relato no estádio deu em gritos e lágrimas. Não resisti à comparação deste relato com outro igualmente emocionante que não me passará da memória tão cedo... e não cansa ouvir ;-)
The joys and woes of football (aka soccer, and of sports in general) are greater, the lower the odds overcome. Recent major events in American sports history were marked by several overcoming odds: down 3-1 games, the Chicago Cubs won the 2016 World Series against the Cleveland Indians; similarly the Cleveland Cavaliers overcame a 3-1 game deficit against the Golden State Warriors in the 2016 NBA finals; in the 2017 Super Bowl the New England Patriots overcame a 9-28 score in the third quarter to win in overtime 34-28. Fans rejoiced ecstatically in wins they no longer thought possible.

Another game that very much defied the odds was last week's Champions League game on March 8, when Barça won 6-1 over Paris Saint-German. The quality of the teams was pretty much leveled, but the odds were against Barça, who was playing home but could only continue in the competition if it overcame a 4-0 loss from the first round match played in Paris three weeks earlier. An article in this week's The Economist looks at that game from the perspective of probability theory. Never in the history of the Champions League (since 1955) had a team surpassed such goal deficit from the first round and only 8 teams in total overcame deficits of 3 goals from the first leg away (3-0 or 4-1), turning it around in the home game on the second leg. Barça's case is even more unusual because until minute 87 the score was 3-1, that is, to go on to the next stage Barça would still have to score 3 more goals. If the odds of scoring 5 goals in 90 minutes were low, the probability of scoring 3 goals in 3 minutes plus discounts would be even lower... but it happened.

Though it wasn't a final, the game was full of emotion. The fans reaction triggered an earthquake near the stadium, on the streets the cars and motorbikes made noise until late, traffic on La Rambla was shut down near fuente de canaletas where large crowds celebrated with flags, scarves, jumps, screams, and songs. On the field, after an intense 95 minute game the tired athletes ran euphorically to celebrate together. The emotional narration on the radio included screams and tears. I couldn't resist to the comparison of this narration with that of another equally emotional game that will not soon leave my memory... can't get tired of listening ;-)

16 março, 2017

Palavras lidas #328

Getting It Right
by Kevin Carey

In grammar school I stuttered,
felt the hot panic on my face
when my turn to read crept up the row.

Even when I counted the paragraphs
and memorized the passage,
I’d trip on the first or second word,

and then it would be over,
the awful hesitation, the word
clinging to the lining of my throat

rising only too late to avoid
the laughter around me. I was never
the smartest kid in the room,

but I had answers I knew were right
yet was afraid to say them.
Years later it all came out, flowing

sentences I practiced over and over,
Shakespeare or Frost, my own tall tales
in low-lit barrooms, scribbled

in black-bound journals, rehearsing,
anticipating my turn, my time,
a way of finally getting it right.

15 março, 2017

Ditto #353

It is the mark of an educated mind to be able to entertain a thought without accepting it.


14 março, 2017

No Times de hoje #177

As conhecidas restituições de arte confiscada pelos Nazis antes e durante a Segunda Guerra Mundial teem estado limitadas a peças de arte detidas por museus ou bibliotecas alemãs, mantendo as colecções privadas fora do alcance de investigadores destes eventos ocorridos há quase 80 anos.

Hoje um artigo no New York Times descreve uma nova fase neste processo. Para incentivar coleccionadores privados a investigarem as origens da arte que herdaram, o governo alemão começará a subsidiar esforços nesse sentido. Como diz o artigo:

Com o desaparecimento de uma geração e a transferência da sua arte para a geração seguinte, várias pessoas com colecções consideráveis e consciências intranquilas começaram a investigar o que teem na sua posse.

“É simples — eu não quero coisas roubadas nas minhas paredes,” disse Jan Philipp Reemtsma, que contratou um investigador há 15 anos para examinar a colecção que herdou do seu pai, Philipp F. Reemtsma, industrial do tabaco.

A revelação em 2013 do caso de Cornelius Gurlitt (1932-2014) que armazenava no seu modesto apartamento de Munique centenas de obras de arte que herdou do seu pai, um negociante de arte que os Nazis utilizaram para vender arte apreendida em apartamentos de judeus ou vendida no desespero de quem precisava fugir o mais depressa possível, mostrou quão prevalente é o problema na Alemanha. É preciso coragem para investigar o passado dos nossos antepassados. A verdade pode não vir ao de cima numa geração, mas talvez em duas, três...

O Retrato de Adriaen Moens, por Anthony van Dyck, 1928
The Portrait of Adriaen Moens, by Anthony van Dyck, 1628

The widely discussed restitutions of art confiscated by the Nazis before and during World War II has been restricted to works of art held in museums or libraries in Germany, keeping private collections off limits for those who tried to investigate the fate of stolen art nearly 80 years ago. 

Today's article in the New York Times describes a new step on this process. To encourage private collectors to investigate the origins of the art they inherited, the German government will start subsidizing such efforts. As the article puts it:

But as one generation of Germans has died and given its art to the next, a number of people with prominent collections and unsettled consciences have stepped forward to investigate what they own.

“I don’t want stolen goods hanging on the wall — it’s quite simple,” said Jan Philipp Reemtsma, who hired a researcher 15 years ago to examine the collection he inherited from his father, the tobacco industrialist Philipp F. Reemtsma.

The unveiling in 2013 of the case of Cornelius Gurlitt (1932-2014), whose modest apartment in Munich contained hundreds of works of art inherited from his father, an art dealer the Nazis used to unload art works siezed from Jewish households or sold under duress by Jews about to flee, shed light on the pervasiveness of the problem in Germany. It takes courage to investigate the past of one's ancestors. Hopefully the truth will come out if not in one generation, perhaps in two, three...

12 março, 2017

Pedaços de Barcelona... em dia de maratona

Sem saber que era dia de maratona decidi sair para uma caminhada no sentido da Diagonal-Mar, zona da cidade que não conhecia. Vi hoje que é muito diferente do resto da cidade, com prédios altos, tuas largas e belas frentes de mar. 

Então Barcelona é assim entre os quilómetros 31 e 34 da maratona*: 
Parece outra cidade!

*Nesta fase final do percurso já se viam alguns corredores com necessidade de assistência hospitalar, bem como ambulâncias e elementos da organização identificados com bandeiras e mochila às costas, correndo entre os participantes para prestar assistência a quem precisa.

11 março, 2017

Foi neste dia #307 (1992)

Há vinte cinco anos o Lusitânia Expresso era interceptado em águas de Timor Leste por quatro navios de guerra indonésios. Em missão de paz, o navio tinha como objectivo chegar a Dili e depositar uma coroa de flores no Cemitério de Santa Cruz em memória dos mais de 100 activistas pró-independência mortos no massacre daquele local em Novembro do ano anterior

Com 120 activistas e jornalistas de 23 países a bordo, no dia 11 de Março o Lusitânia não foi autorizado a continuar viagem pelo que lançou ao mar a coroa de flores e regressou a Lisboa. Foi a partir desta data que a causa de Timor Leste e a brutal ocupação indonésia desde 1975 se tornaram visíveis para comunidade internacional. Sob a hégide da UNAMET, a missão das Nações Unidas para o território, realizou-se em 1999 um referendo que pôs à escolha dos timorenses maior autonomia dentro da Indonésia ou independência. A independência venceu com quase 80% dos votos. Seguiu-se um período de transição também sob administração das Nações Unidas (desta vez com a UNTAET) que veio a culminar na restauração da independência a 20 de Maio de 2002.

Para os portugueses, envergonhados com a atitude do seu país no verão quente de 1975, o Lusitânia Expresso foi o início de um processo educativo acerca do país que tinham abandonado à sua sorte e escolhido esquecer... foi o início da remissão dos erros que custaram vidas a um povo longe da vista e do coração. Os timorenses, com toda a legitimidade de ressentimento do antigo poder colonial, apenas veem solidariedade: na altura que era difícil puseram aos seus filhos nomes como Lusitânia ou Unamet e não esquecem o Barco das Flores:

"Quando soubemos que vinha aí o navio Lusitânia Expresso, percebemos que não estávamos sozinhos. Deu-nos força. E estávamos prontos a morrer outra vez. Obrigado pelo que fizeram por nós."

10 março, 2017

No Times de hoje #176

The New York Times brings a video on the art installation in downtown Manhattan of a statue of a little girl defiantly facing the Wall Street bull, apropos international women's day. I understand the idea and even find the girl's statue cute. Coming from a country where defying a bull by standing in front of it is not done hypothetically (best case scenario this is what happens), I can't just abstract from that context.
New York Times mostra hoje um video na instalação de arte no extremo sul de Manhattan da estátua de uma menina que desafia o touro de Wall Street, tudo a propósito do dia internacional da mulher. Compreendo a ideia e até gosto da estátua da menina. Vinda de um país onde desafiar um touro não é uma figura de estilo (na melhor das hipóteses acontece isto), não consigo abstrair-me desse contexto.

09 março, 2017

Parece que estou a ouvir #224

After posting the lyrics and song Homeward bound yesterday I came across Simon and Garfunkel's song with the same name released in 1966. Opposite motivation, same message.

Homeward bound
by Simon & Garfunkel

I'm sitting in the railway station
Got a ticket to my destination
On a tour of one-night stands my suitcase and guitar in hand

And every stop is neatly planned for a poet and a one-man band.

Homeward bound,
I wish I was,
Homeward bound,
Home where my thought's escaping,
Home where my music's playing,
Home where my love lies waiting
Silently for me.

Every day's an endless stream
Of cigarettes and magazines.
And each town looks the same to me, the movies and the factories
And every stranger's face I see reminds me that I long to be,
Homeward bound,
I wish I was,
Homeward bound,
Home where my thought's escaping,
Home where my music's playing,
Home where my love lies waiting
Silently for me.

Tonight I'll sing my songs again,
I'll play the game and pretend.
But all my words come back to me in shades of mediocrity
Like emptiness in harmony I need someone to comfort me.
Homeward bound,
I wish I was,
Homeward bound,
Home where my thought's escaping,
Home where my music's playing,
Home where my love lies waiting
Silently for me.
Silently for me.

08 março, 2017

Parece que estou a ouvir #223

Homeward bound
Music & lyrics by Martha Keen Thompson
here sung by Bryn Terfel

In the quiet misty morning 

When the moon has gone to bed, 
When the sparrows stop their singing
And the sky is clear and red, 
When the summer's ceased its gleaming 
When the corn is past its prime, 
When adventure's lost its meaning - 
I'll be homeward bound in time 

Bind me not to the pasture 
Chain me not to the plow 
Set me free to find my calling 
And I'll return to you somehow 

If you find it's me you're missing 
If you're hoping I'll return, 
To your thoughts 
I'll soon be listening, 
And in the road I'll stop and turn 
Then the wind will set me racing 
As my journey nears its end 
And the path I'll be retracing 
When I'm homeward bound again 

Bind me not to the pasture 
Chain me not to the plow 
Set me free to find my calling 
And I'll return to you somehow 

07 março, 2017

Coisas que não mudam #391

A propósito do post recente sobre a origem da expressão cortina de ferro, dei com outro post não tão recente que fiz há sensivelmente quatro anos, pouco depois da morte de Hugo Chavez. Foi na altura anunciado que seria embalsamado, na tradição soviética, para ficar em exposição permanente no museu militar de Caracas. Não veio a acontecer assim porque a essa decisão não foi tomada a tempo. Hoje Chavez repousa no dito museu num túmulo de granito com guarda de honra permanente rendida a cada hora que passa. Apesar de não estar num sarcófago cristal como Lenin, acaba por ter a mesma pompa.

Adiante. Ao pesquisar sobre Hugo Chavez, verifiquei que tinha sido agraciado com graus honorários de várias universidades da América do Sul. Fora daquela região encontravam-se universidades em países (suspeitos do costume) como Rússia, China, Síria, Líbia, juntamente com a Coreia do Sul o que me surpreendeu por pensar que tinha havido engano na latitude, mas não... aliás o doutoramento honorário em ciência política pela universidade de Kyung Hee foi-lhe concedido em 1999 antes de qualquer outro. 

Dos graus académicos passei às ordens de mérito onde também há uma excepção geográfica: Bielorússia, Cuba, Irão e Nicarágua, todos reconheceram o comandante venezuelano em vida, juntamente com... Portugal. Em Novembro de 2001, um ano depois do reconhecimento de Cuba (com a mais alta ordem de mérito daquele país, o primeiro a reconhecer Chavez) Portugal não quis ficar atrás e condecorou Chavez com o Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique. Mais uma notável nódoa para a colecção da presidência de Jorge Sampaio... que nunca volte!

E como as ideias (os pensamentos e as conversas) são como as cerejas, dei comigo a ler sobre a Ordem do Infante D. Henrique, a mais alta das ordens nacionais só inferiores às ordens militares na hierarquia das ordens honoríficas portuguesas

Criada em 1960 no ano em que se comemorava o quinto centenário da morte do Infante, a ordem visa reconhecer e distinguir a prestação de serviços relevantes a Portugal no país ou no estrangeiro. Tem a dita ordem seis graus de valor aqui por ordem decrescente: grande-colar, grã-cruz, grande-oficial, comendador, oficial e cavaleiro/dama. Dividem-se os graus entre titulares e honorários. Ora entre os honorários do grande-colar, para além de Chavez (2001), encontram-se muitos outros nomes conhecidos pelo melhor e pelo pior, mas em quase todos tenho dúvidas do seu serviço a Portugal. Alguns exemplos: Filipe Duque de Edimburgo (1973) marido de Isabel II de Inglaterra, Elena Ceauşescu (1978) mulher de Nicolai Ceauşescu presidente da Roménia, Hosni Mubarak (1983) presidente do Egipto, François Miterrand (1983) presidente da França, Mobutu Sese Seko (1984) presidente do Zaire, José Eduardo dos Santos (1988) presidente de Angola, Lech Wałęsa (1995) presidente da Polónia, Nelson Mandela (1996) presidente de África do Sul, Akihito (1998) imperador do Japão, Henrique do Luxemburgo (2005) grão-duque e chefe de estado, Xanana Gusmão (2006) presidente de Timor-Leste.

E no fim de tanta pesquisa dei comigo a pensar no valor do grande-colar...

06 março, 2017

Numa sala perto de mim #346

Manchester by the Sea (2016) delves into multiple grief processes within complicated lives. Even though it's not an uplifting movie, it shows that grief too is part of life even if it is most often dismissed. Wonderfully acted by Casey Affleck and Lucas Hedges.

05 março, 2017

Foi neste dia #306 (1946)

Há 71 anos Winston Churchill discursou no Westminster College em Foulton Missouri poucos meses depois do final da segunda guerra mundial quando foi condecorado honoris causa pela referida instituição de ensino. Foi nesse discurso que pela primeira vez usou o termo cortina de ferro que tanto marcou a história da segunda metade do século XX. Fica o discurso completo aqui e o registo de audio aqui.
71 years ago Winston Churchill gave a speech at Westminster College in Foulton Missouri a few months after the end of the second world war when he was awarded an honorary degree by the said teaching institution. For the first time on that speech he used the term iron curtain, which marked the history of the second half of the twentieth century. Here the complete speech and here the audio record.

04 março, 2017

Palavras lidas #327

To David, About His Education
by Howard Nemerov

The world is full of mostly invisible things,
And there is no way but putting the mind’s eye,
Or its nose, in a book, to find them out,
Things like the square root of Everest
Or how many times Byron goes into Texas,
Or whether the law of the excluded middle
Applies west of the Rockies. For these
And the like reasons, you have to go to school
And study books and listen to what you are told,
And sometimes try to remember. Though I don’t know
What you will do with the mean annual rainfall
On Plato’s Republic, or the calorie content
Of the Diet of Worms, such things are said to be
Good for you, and you will have to learn them
In order to become one of the grown-ups
Who sees invisible things neither steadily nor whole,
But keeps gravely the grand confusion of the world
Under his hat, which is where it belongs,
And teaches small children to do this in their turn.

03 março, 2017

Foi neste dia #305 (1802)

Faz hoje 215 anos que era publicada a sonata para piano n.º 14 em Do# Menor, op. 27, n.º 2 mais conhecida como "sonata ao luar" de Beethoven. Juntamente com a sonata para piano n.º 8 também em Do# Menor, op. 13, ou "sonata pathétique" são talvez as mais conhecidas sonatas para piano de todos os tempos, tendo inspirado artistas de várias gerações... tenho em mente os acordes principais de Midnight Blue (cópia directa da pathétique minuto 8.10) que não foge ao estilo balada dos anos 80. A arte de fazer música intemporal, essa está com Beethoven.
215 years ago today the piano sonata no. 14 in C sharp Minor, op. 27, no. 2 better known as "Moonlight sonata" from Beethoven was published. Together with the piano sonata no. 8, also in C sharp Minor, op. 13, or "sonata pathétique" these are perhaps the best known piano sonatas of all time, having inspired artists of various generations... I have in mind the main keys of Midnight Blue (direct copy of pathétique minute 8.10), which does not shy away from the ballad style of the 1980s. The art of making timeless music though, that is with Beethoven.

01 março, 2017

Primavera #76

A beleza do sol a brilhar nas cores da primavera
The beauty of the sun shining on spring colors

Ditto #352

The worst enemy to creativity is self-doubt.

--Sylvia Plath