29 julho, 2011

Coisas que não mudam #164

Flores no Monte Brasil... perfeitas!



27 julho, 2011

Ditto #187

Minds are like parachutes, they only function when they're open.

--Thomas Dewar

26 julho, 2011

Pedaços de Santa Maria

Santa Maria tem cinco freguesias e 97 quilómetros quadrados.

A metade ocidental é árida como o Porto Santo,

a metade oriental é montanhosa e verde como as outras ilhas dos Açores.

Santa Maria tem ainda a Praia Formosa de areia amarela,

falésias íngremes como São Jorge,

a belíssima Baía de São Lourenço,

um farol num promontório -- Ponta do Castelo,

uma vista fantástica do hotel,

casas que fazem lembrar as Alentejanas, com chaminés que fazem lembrar as Algarvias

vacas brancas e amarelas, ao contrário das outras ilhas dos Açores,

estradas ladeadas de flores como na Terceira,

criptomérias na estreita estrada para o Pico Alto (587m)

de onde se avista toda a ilha: amarela

e verde.

O fim de semana foi óptimo,

mas curto!

Espantos #296

Há que tempos que os céus amanhecem completamente limpos sobre a Ilha do Corvo... de fazer inveja às oito irmãs mais a Sul e a Sudeste!

25 julho, 2011

Caprichos #174

Biscoitos de orelha. De Santa Maria, a primeira ilha dos Açores.

23 julho, 2011

21 julho, 2011

Caprichos #173

Jantar Açoriano:

para começar queijo fresco com malagueta,

depois sopa do mar,

seguida de polvo guisado à moda da Terceira

e por fim ananás.

20 julho, 2011

No Times de hoje #132

Less than two months after the capture of Ratko Mladic, Serbia's authorities arrested Goran Hadzic, the last of the fugitives indicted of crimes against humanity in the 1990s Balkan's war. On the run since 2004, when he was indicted, Hadzic will now have to respond in person at the Hague's international court. At the age of 52 it will be hard, but not impossible that the defense strategy should turn to the "to ill to be fit for trial" thesis, but let's wait and see.

A few pages in history are hard to turn, but at least in this case, Serbia seems to have done all there could be done, though late.

19 julho, 2011

Caprichos #172

Dão pelo nome de queijadas da avó e são um doce tradicional de Vila Franca do Campo, ilha de São Miguel, Açores...

uma delícia!

18 julho, 2011

Espantos #295

Publicidade atractiva e com graça

Palavras lidas #174


Que o português se queixa não é novidade. Mas a cultura dos ais é de facto algo muito típico deste país à beira mar plantado. Não se trata só de uma expressão de linguagem, sendo por isso difícil encontrar algo que se assemelhe noutras línguas. Segue o poema de Armindo Mendes de Carvalho, mais conhecido talvez recitado aqui.
_______________

Cantiga dos Ais

Armindo Mendes de Carvalho (1927-1988)
Os ais de todos os dias,
os ais de todas as noites.
Ais do fado e do folclore,
o ai do ó ai ó linda.

Os ais que vêm do peito,
ai pobre dele, coitado
que tão cedo se finou!

Os ais que vêm da alma.
Ais d’ amor e de comédia,
ai pobre da rapariga
que se deixou enganar…
ai a dor daquela mãe.

Os ais que vêm do sexo,
os ais do prazer na cama.
Os ais da pobre senhora
agarrada ao travesseiro
ai que saudades, saudades,
os ais tão cheios de luto
da viúva inconsolável.
Ai pobre daquele velhinho:
-ai que saudades menina,
-ai a velhice é tão triste.

Os ais do rico e do pobre
ai o espinho da rosa
os ais do António Nobre.
Ais do peito e da poesia
e os ais de outras coisas mais.
Ai a dor que tenho aqui,
ai o gajo também é,
ai a vida que tu levas,
ai tu não faças asneiras,
ai mulher és o demónio,
ai que terrível tragédia,
ai a culpa é do António!

Ai os ais de tanta gente…
ai que já é dia oito
ai o que vai ser de nós.

E os ais dos liriquistas
a chorar compreensão?
Ai que vontade de rir.

E os ais de D. Dinis
Ai Deus e u é…

Triste de quem der um ai
sem achar eco em ninguém.
Os ais da vida e da morte
Ai os ais deste país…

17 julho, 2011

Caprichos #171

Mergulhar no azul profundo dos Açores

15 julho, 2011

Palavras lidas #173


FAUST. A TRAGEDY

PRELUDE ON THE STAGE
[DIRECTOR, POET, CLOWN]
(...)

POET
Then give me back the time when I was young,
When all my life before me lay,
A constant stream of words and song
Burst from my lips with every passing day,

When clouds of glory hid the world from view,

And budding youth still found it all so new;

When flowers in thousands seemed to fill

The fields for me to gather then at will.

Though I had nothing, what I had was this:

The urge for truth, delight in make-believe.

The keenest pangs of adolescent bliss,

Extremes of love and hate, of joy and pain --

Give me back my youth again!

CLOWN
Such youthful energy, my friend, you'll find

Is needed in the frantic heat of war,

Or when some pretty girl might feel inclined

To take you in her arms and ask for more;

Or in the race before your weary eyes

You see the finish and the winner's prize,

Or when the whirling dance is at an end

You spend the night carousing with a friend.

But if you've confidence enough to play

A graceful tune and let us hear your voice,

Or let your pleasant fancy stray

Towards a destination of your choice --

That is a task for the maturer man,

And we respect you for it all the more.

They say age makes us childish -- but it can

Make truer children of us than before.

DIRECTOR
You've bandied words enough, now let me see

Some action from you both for once.

We could have spent the time more usefully

While you two were exchanging compliments.

What's all this talk of inspiration in the end?

You can't just sit and hope it might descent.

If you're a poet, as you claim to be,

Get on with it and write some poetry.

You know exactly what we have to do --

So hurry up and make a decent brew.

Don't leave it till tomorrow, stick at it --

Today will pass you by before you know.

You've got to grab your chance, or else it's gone,

It doesn't come round twice, so don't be slow,

And once you've taken it, don't let it go;

That's the only way to get things done.
(...)

pp. 8-9

12 julho, 2011

Ditto #186

Blessed is the man who, having nothing to say, abstains from giving wordy evidence of the fact.


--George Eliot

Numa sala perto de mim #161


The Tree of Life (2011). I was drawn by the quality of the cast and the seemingly enticing trailer. In the end I got a disconnected sequence of scenes, plenty of which seemed rather senseless within the story, not to talk about the accessory and out of purpose scenes about the origin of the universe, dinosaurs, solar explosions, planets and alike. Overall the movie is slow and hard to follow even if it is randomly accompanied by spectacular landscapes and space images that could have been taken from a BBC or National Geographic documentary. I bet the movie has its followers/admirers... just not my kind of thing.

10 julho, 2011

Ditto #185

Não é fácil ser humorista num país de fadistas.

--Raul Solnado

Parece que estou a ouvir #115

Fausto

O barco vai de saída

adeus ao cais de Alfama
se agora vou de partida
levo-te comigo ó cana verde
lembra-te de mim ó meu amor
lembra-te de mim nesta aventura
p'ra lá da loucura
p'ra lá do equador

Ah mas que ingrata ventura
bem me posso queixar
da Pátria a pouca fartura
cheia de mágoas ai quebra-mar
com tantos perigos ai minha vida
com tantos medos e sobressaltos
que eu já vou aos saltos
que eu vou de fugida

Sem contar essa história escondida
por servir de criado essa senhora
serviu-se ela também tão sedutora
foi pecado
foi pecado
e foi pecado sim senhor
que vida boa era a de Lisboa!

Gingão de roda batida
corsário sem cruzado
ao som do baile mandado
em terras de pimenta e maravilha
com sonhos de prata e fantasia
com sonhos da cor do arco-íris
desvaira se os vires
desvairas magias

Já tenho a vela enfunada
marrano sem vergonha
judeu sem coisa nem fronha
vou de viagem ai que largada
só vejo cores ai que alegria
só vejo piratas e tesouros
são pratas, são ouros,
são noites, são dias

Vou no espantoso trono das águas
vou no tremendo assopro dos ventos
vou por cima dos meus pensamentos
arrepia
arrepia
e arrepia sim senhor
que vida boa era a de Lisboa!

O mar das águas ardendo
o delírio dos céus
a fúria do barlavento
arreia a vela e vai marujo ao leme
vira o barco e cai marujo ao mar
vira o barco na curva da morte
e olha a minha sorte
olha o meu azar

Depois do barco virado
grandes urros e gritos
na salvação dos aflitos
estala, mata, agarra, ai quem me ajuda
reza, implora, escapa, ai que pagode
rezam tremem heróis e eunucos
são mouros são turcos
são mouros, acode!

Aquilo é uma tempestade medonha
aquilo vai p'ra lá do que é eterno
aquilo era o retrato do inferno
vai ao fundo
vai ao fundo
e vai ao fundo sim senhor
que vida boa era a de Lisboa!
_____________________

Gosto da combinação das expressões típicas com os instrumentos tradicionais portugueses na canção viva e ritmada do Fausto.

07 julho, 2011

No Times de hoje #131

Ainda acerca da intenção de Baltasar Garzón de investigar o desaparecimento de mais de cem mil pessoas durante o regime franquista, surgem agora mais factos macabros. Durante os anos 70 e até meados dos 80s, desapareceram centenas de recém-nascidos (de famílias de esquerda) directamente dos hospitais, supostamente para redes de tráfico de crianças com conivência de médicos, enfermeiros e até freiras. Dizer que Garzón pretende desenterrar velhos machados de guerra arrumados com a amnistia de 1977 pode ser verdade, mas não é menos verdade que se tratam de crimes hediondos e recentes que a amnistia não apaga. As famílias não esquecem!

04 julho, 2011

Parece que estou a ouvir #114

Zanguei-me com o meu amor
Linhares Barbosa

Zanguei-me com o meu amor
Não o vi em todo o dia
À noite cantei melhor
O fado da Mouraria

O sopro de uma saudade
Vinha beijar-me hora a hora
Para ficar mais à vontade
Mandei a saudade embora

De manhã arrependida
Lembrei e pus-me a chorar
Quem perde o amor na vida
Jamais devia cantar

Quando regressou ao ninho
Ele que nem assobia
Vinha a assobiar baixinho
O fado da Mouraria

03 julho, 2011

Caprichos #170

Caminhar à beira mar