22 setembro, 2017

Numa sala perto de mim #353

Hotel Salvation (2017) é um filme sobre a morte, que não deixa de ser a parte mais certa da vida por mais que tentemos ignorá-lo. Apesar do tema pesado, e dos inevitáveis momentos tristes, este não é um filme triste... tampouco é uma comédia, mas dá para reflectir.

21 setembro, 2017

Pormenores #144

Adoro manhãs de nevoeiro. É nelas que acontecem coisas fantásticas, como D. Sebastião aparecer montado a cavalo :-)
Mas cada manhã de nevoeiro traz ainda muita humidade no ar proporcionando uma oportunidade rara de observar pequenos pormenores que se tornam visíveis apesar do manto de invisibilidade que desce sobre nós. 

Coisas que não mudam #420

As estações do ano chegam quando o calendário diz ou a latitude impõe. Pelo calendário hoje é o último dia do verão, mas em Inglaterra já há manhãs frias de nevoeiro, árvores a mudar de cor e até já é tempo de castanhas!

19 setembro, 2017

18 setembro, 2017

Foi neste dia #318 (1905)

Greta Garbo was born on this day in 1905 in Stockholm. Her fear of the press led her to a secluded life in New York City after her retirement at age 35, perpetuating the mystique associated with her beauty. Kenneth Tynan, a film critic, once said:

What when drunk one sees in other women, one sees in Garbo sober

15 setembro, 2017

Espantos #515

By bye Cassini. Today Cassini self-destroyed while entering Saturn's atmosphere, after nearly 20 years of spectacular pictures!
Adeus Cassini. Hoje a sonda espacial Cassini destruiu-se ao entrar na atmosfera de Saturno, depois de quase 20 anos de imagens espantosas!

Ditto #368

A failure is not always a mistake, it may simply be the best one can do under the circumstances. The real mistake is to stop trying.

--B. F. Skinner

14 setembro, 2017

Numa sala perto de mim #352

Churchill (2017) portrays the concerns of Churchill, then Prime Minister of the UK, leading up to the start of Operation Overlord on D-day, at the sixth hour of the sixth day of the sixth month in 1944. The battle of Normandy was the turning point of the War in Europe, allowing for the subsequent liberation of France in August. But it could have gone terribly wrong.

Palavras lidas #350

Choice
by Jo McDougall

You’ve come to the oncologist’s office
to talk about your options.
You view the scans,

forgetting to breathe.
“It’s metastasized.” He frowns,
pointing to where and where.

He ticks off the preferred treatment,
the side effects,
low rates of success.

“It’s your choice,” he says,
closing your folder,
“but we need to start tomorrow.”

You think of yesterday
when you lived in a different universe,
of a waitress,
hand on her hip, asking,

“Hon, you want mustard or mayo
on that sandwich?”

13 setembro, 2017

Parece que estou a ouvir #240

Já com Carminho... bate-se o pé marcando o ritmo.
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A Bia da Mouraria
Letra & Música 
António José, Nóbrega e Sousa

Lá vai a Bia 

que arranjou um par jeitoso
É vendedor como ela 
ali para o Bem Formoso
São dois amores, 
duas vidas tão singelas
Enquanto ela vende flores, 
o Chico vende cautelas

Na Mouraria 
só falam do namorico
A Bia namora o Chico 
e as conversas são iguais
Ai qualquer dia, 
Deus queira que isto não mude
A Senhora da Saúde 
vai ser pequena demais

O casamento 
já tem a data marcada
Embora qualquer dos noivos
tenha pouco mais que nada
Vai ter a Bia, 
a festa que ela deseja
Irá toda a Mouraria 
ver o casório na igreja

Na Mouraria 
só falam do namorico
A Bia namora o Chico 
e as conversas são iguais
Ai qualquer dia, 
Deus queira que isto não mude
A Senhora da Saúde 
vai ser pequena demais

Parece que estou a ouvir #239

Ana Moura... para bater o tamanco :-)
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Compositor Miguel Araújo Jorge

Rodo a saia sempre que bem me apetece
Viro o disco se o antigo me aborrece
Bato com o tamanco, mão na anca, e mexe
E diz que o fado não se dança, até parece!
Saio desta roda se bem me apetece
Diz que o vira se não mexe ainda se aborrece
Manca que manca, mão na anca e mexe
Ai não que não dança, até parece

E se alguma lágrima me aparece
O tamanco manda, a cabeça obedece
São dois para lá para cá outro tanto
A ver se o pranto não estanca, até parece
Sempre que o meu fado nesse teu tropece
Desenrolo a teia que o destino tece
Viro a minha vida toda do avesso
A ver se o fado não se dança, até parece

A lua foi embora
Olha a aurora a despontar
Se o fado se canta e chora
Também se pode dançar

E se alguma voz se insurge na quermesse
"Fado assim não sei o que é que me parece"
Paro logo e digo alto e para o baile
Até o xaile eu viro se me apetece
Sai da roda e roda a saia, sobe e desce
Vira o disco e diz que vira assim não mexe
Roda o xaile e baila enquanto o baile deixa
E vê se o fado não mexe, ai não não mexe

A culpa foi embora
Saudade bem pode esperar
Se o fado se canta e chora
Também se pode dançar

11 setembro, 2017

Palavras lidas #349

Nine-Eleven
by Charlotte Parsons

You passed me on the street
I rode the subway with you
You lived down the hall from me
I admired your dog in the park one morning
We waited in line for a concert
I ate with you in the cafes
You stood next to me at the bar
We huddled under an awning during a downpour
We dashed across the street to beat the light
I bumped into you coming round the corner
You stepped on my foot
I held the door for you
You helped me up when I slipped on the ice
I grabbed the last Sunday Times
You stole my cab
We waited forever at the bus stop
We sweated in steamy August
We hunched our shoulders against the sleet
We laughed at the movies
We groaned after the election
We sang in church
Tonight I lit a candle for you
All of you

10 setembro, 2017

Coisas que não mudam #419

Gansos (adormecidos) no claustro da catedral de Barcelona
(sleeping) Geese in the cloister of Barcelona's cathedral

09 setembro, 2017

Espantos #514

The World... se alguém me contasse eu diria que era piada, mas não... é bem real. Trata-se de um arquipélago artificial construído ao largo do Dubai entre 2003 e 2008. As 300 ilhas (com nomes de países ou cidades) seriam vendidas a investidores que as desenvolveriam a seu gosto. Com a crise financeira de 2008 o projecto ficou adormecido. Em 2013 apenas duas das ilhas estavam operacionais, mas no ano seguinte surgiram planos para desenvolvimento de várias outras ilhas. Não deixa de ser excêntrico.
The World Archipelago... if someone told me about it I would think it was a joke, but no... it's very real. An artificial archipelago built off the coast of Dubai between 2003 and 2008. The 300 islands (named after countries or cities) were to be sold to private investors who would develop them at will. The financial crisis in 2008 brought the project to a halt. in 2013 only two islands were developed, but in the following year there were plans to develop others. Quite eccentric!

Espantos #513

PORK... boig per tu (PORCO... doido por ti) é um restaurante em Barcelona que só serve porco. Sérios no propósito até a decoração condiz com a afirmação do nome do restaurante. Para além da escultura que paira do tecto sobre os clientes, há também porcos voadores e e outros porcos igualmente criativos. Tínhamos de lá jantar um dia... com visitantes dos Emirados melhor ainda ;-)

07 setembro, 2017

Parece que estou a ouvir #238

Tradicional também, mas não popular, Carminho pediu à Senhora da Nazaré dizendo antes que todos temos momentos em que precisamos de pedir com confiança ajuda a quem possa fazer algo por nós.
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Senhora da Nazaré
Letra & música de João Nobre

Senhora da Nazaré, rogai por mim,
Também sou um pescador que anda no mar.
Ao largo da vida aproei nas vagas sem fim,
Vi o meu barquito de sonhos sempre a naufragar.

E as minhas redes lancei com confiança,
Colhi só desilusões num mar ruim.
Perdi o leme da esperança,
Eu não sei remar assim.
Senhora da Nazaré, rogai por mim.

Parece que estou a ouvir #237

Continuando no fado popular, Ana Moura cantou a história daquela casa onde em tempos se petiscavam sardinhas, mas que passou a casa de penhores sem janelas às tabuinhas, nem cortinados de chita às pintinhas, nem colchas com barra, nem viola, nem guitarra... enfim, uma desgraça sem graça nenhuma.
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Vou dar de beber à dor

Letra e música de Alberto Janes

Foi no domingo passado que passei
À casa onde vivia a Mariquinhas
Mas está tudo tão mudado
Que não vi em nenhum lado
As tais janelas que tinham tabuinhas


Do rés-do-chão ao telhado
Não vi nada, nada, nada
Que pudesse recordar-me a Mariquinhas
E há um vidro pregado e azulado
Onde havia as tabuinhas

Entrei e onde era a sala agora está
À secretária um sujeito que é lingrinhas
Mas não vi colchas com barra
Nem viola, nem guitarra
Nem espreitadelas furtivas das vizinhas

O tempo cravou a garra
Na alma daquela casa
Onde as vezes petiscávamos sardinhas
Quando em noites de guitarra e de farra
Estava alegre a Mariquinhas

As janelas tão garridas que ficavam
Com cortinados de chita às pintinhas
Perderam de todo a graça
Porque é hoje uma vidraça
Com cercadura de lata às voltinhas

E lá p'ra dentro quem passa
Hoje é p'ra ir aos penhores
Entregar ao usurário umas coisinhas
Pois chega a esta desgraça toda a graça
Da casa da Mariquinhas

P'ra terem feito da casa o que fizeram
Melhor fora que a mandassem pras alminhas
Pois ser casa de penhores
O que foi viveiro d'amores
É ideia que não cabe cá nas minhas

Recordações do calor
E das saudades o gosto
Que eu vou procurar esquecer
Numas ginginhas
Pois dar de beber à dor é o melhor
Já dizia a Mariquinhas
Pois dar de beber à dor é o melhor
Já dizia a Mariquinhas

05 setembro, 2017

Parece que estou a ouvir #236

Também para bater palmas e abanar o capacete, mas sem o apelo do folclore, Carminho cantou a Marcha de Alfama, marchando de mão à cintura e a pedir as palmas do público.
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Marcha de Alfama

Alfama não envelhece
E hoje parece
Mais nova ainda
Iluminou as janelas
Reparem nelas
Como está linda.
Vestiu a blusa clarinha
Que a da vizinha
É mais modesta
E pôs a saia garrida
Que só é vestida
Em dias de festa

Becos escadinha ruas estreitinhas
Onde em cada esquina há uma bailarico
Trovas p'las vielas e em todas elas
Perfume de manjerico
Risos gargalhadas, fados desgarradas,
Hoje em Alfama é um demónio
E em cada canto um suave encanto
De um trono de Santo António.

Já se não ouvem cantigas
E as raparigas
De olhos cansados
Ainda aproveitam o ensejo
De mais um beijo
Dos namorados
Já se ouvem sinos tocando
Galos cantando
Á desgarrada
E mesmo assim dona Alfama
Só volta p'rá cama
Quando é madrugada.

Parece que estou a ouvir #235

Já Amália cantava música do folclore popular. Ana Moura também o fez no domingo. E é um sucesso para a audiência que gosta de saborear o fado como num concerto de pop: de pé e a bater palmas.
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Valentim

Adeus casa de meu pai
adeus largo do quinteiro
quero o Valentim Olaró laró
quero o Valentim Olaró meu bem
adeus mocidade nova
adeus vida de solteiro
quero o Valentim Olaró laró
quero o Valentim Olaró meu bem

No tempo das desfolhadas
lá na aldeia era um regalo
quero o Valentim Olaró laró
quero o Valentim Olaró meu bem
era o tempo em que eu chegava
a casa ao cantar do galo
quero o Valentim Olaró laró
quero o Valentim Olaró meu bem

Adeus casa de meu pai
adeus quarto da palhada
quero o Valentim Olaró laró
quero o Valentim Olaró meu bem
era a cama onde eu dormia
ao chegar de madrugada
quero o Valentim Olaró laró
quero o Valentim Olaró meu bem

Adeus pau de marmeleiro
se ele falasse dizia
quero o Valentim Olaró laró
quero o Valentim Olaró meu bem
as pancadas que me deu
quando eu chegava ao ser dia
quero o Valentim Olaró laró
quero o Valentim Olaró meu bem

Adeus também ao meu pai
adeus vida de solteiro
quero o valentlm Olaró laró
quero o Valentim Olaró meu bem
agora é que eu reconheço
o valor do marmeleiro
quero o Valentim Olaró laró
quero o Valentim Olaró meu bem

04 setembro, 2017

Parece que estou a ouvir #234

Chuva no Mar
Marisa Monte & Carminho

Coisas transformam-se em mim
É como chuva no mar
Se desmancha assim em
Ondas a me atravessar
Um corpo sopro no ar

Com um nome pra chamar
É só alguém batizar
Nome para chamar de
Nuvem, vidraça, varal
Asa, desejo, quintal
O horizonte lá longe
Tudo o que o olho alcançar

E o que ninguém escutar
Te invade sem parar
Te transforma sem ninguém notar
Frases, vozes, cores
Ondas, frequências, sinais
O mundo é grande demais

Coisas transformam-se em mim
Por todo o mundo é assim
Isso nunca vai ter fim

Fado em Barcelona

Carminho e Ana Moura vieram ao Festival de Fado em Barcelona este fim de semana. Carminho cantou com um alinhamento tradicional composto por guitarra portuguesa, viola e baixo, enquanto que Ana Moura trouxe ainda teclado e bateria. Carminho foi mais próxima do público falando um pouco sobre os temas e sobre o fado em geral. Já Ana Moura desculpou-se com seu (muito) fraco portuñol dizendo que estava ali mesmo era para cantar. 

O concerto de Carminho foi mais nostálgico intimista e o de Ana Moura mais alegre e apelativo a um público que não está necessariamente habituado ao fado. Curioso o facto de ambas terem sentido necessidade de dizer que "o fado não é triste" ao fim de duas canções apenas... se carece justificação então alguma tristeza há de ter :-)

Os dois concertos tiveram momentos menos comuns em que o fado se aproximou de outros estilos musicais, notoriamente com Carminho a cantar uma música de Marisa Monte e um tango argentino, ou no facto de a bateria e o teclado a darem um som de morna cabo-verdiana às canções mais calmas de Ana Moura. Ainda assim, as duas fadistas cantaram também músicas muito tradicionais (algumas até de origem folclórica) que aqui ficarão aqui registadas em posts futuros.

01 setembro, 2017

Ditto #367

The pursuit of truth and beauty is a sphere of activity in which we are permitted to remain children all our lives.

--Albert Einstein

31 agosto, 2017

Palavras lidas #349

Where I Come From
by Sally Fisher

We didn’t say fireflies
but lightning bugs.
We didn’t say carousel
but merry-go-round.
Not seesaw,
teeter-totter
not lollipop,
sucker.
We didn’t say pasta, but
spaghetti, macaroni, noodles:
the three kinds.
We didn’t get angry:
we got mad.
And we never felt depressed
dismayed, disappointed
disheartened, discouraged
disillusioned or anything,
even unhappy:
just sad.

Coisas que não mudam #418

Fernando Pessoa's work on The New Yorker next week. The article brings little new about Pessoa but it's a novelty for those unaware of his work. For those who know Pessoa's work the article is yet another opportunity to marvel at the author's remarkable and unlikely success. Below are the first three paragraphs of the article.
_______________

If ever there was a writer in flight from his name, it was Fernando Pessoa. Pessoa is the Portuguese word for “person,” and there is nothing he less wanted to be. Again and again, in both poetry and prose, Pessoa denied that he existed as any kind of distinctive individual. “I’m beginning to know myself. I don’t exist,” he writes in one poem. “I’m the gap between what I’d like to be and what others have made of me. . . . That’s me. Period.”

In his magnum opus, “The Book of Disquiet”—a collage of aphorisms and reflections couched in the form of a fictional diary, which he worked on for years but never finished, much less published—Pessoa returns to the same theme: “Through these deliberately unconnected impressions I am the indifferent narrator of my autobiography without events, of my history without a life. These are my Confessions and if I say nothing in them it’s because I have nothing to say.”

This might sound like an unpromising basis for a body of creative work that is now considered one of the greatest of the twentieth century. If a writer is nothing, does nothing, and has nothing to say, what can he write about? But, like the big bang, which took next to nothing and turned it into a cosmos, the expansive power of Pessoa’s imagination turned out to need very little raw material to work with. Indeed, he belongs to a distinguished line of European writers, from Giacomo Leopardi, in the early nineteenth century, to Samuel Beckett, in the twentieth, for whom nullity was a muse. The ultimate futility of all accomplishment, the fascination of loneliness, the way sorrow colors our perception of the world: Pessoa’s insight into his favorite themes was purchased at a high price, but he wouldn’t have had it any other way. “To find one’s personality by losing it—faith itself subscribes to that sense of destiny,” he wrote.

(...)

30 agosto, 2017

Em Benfica...

Construído como casa de férias em 1670, o Palácio dos Marqueses da Fronteira (em São Domingos de Benfica), passou a ser a residência principal da família depois da destruição do palácio dos marqueses na Baixa no terremoto de 1755. A familia ainda lá reside hoje.
A visita guiada ao palácio não permite fotografias
mas nos jardins não há restrições
as referências à história de Portugal 
 e à mitologia grega são constantes
e os azulejos do século XVII
 são bem interessantes.
Quando o primeiro marquês da Fronteira convidou D. Pedro II
para jantar em sua casa em comemoração da recente subida ao trono
 deu ordem para partir o serviço de jantar para nunca mais servir
 sendo os cacos encrustados nas paredes e tecto da casa de fresco.
Tudo isto dentro de Lisboa!

Ditto #366

It's never too late to be what you might have been.

--George Eliot

Parece que estou a ouvir #233

Pormenor do coro alto na igreja do Convento de Cristo em Tomar

Sonho Azul
Por Né Ladeiras
Letra e música Pedro Ayres Magalhães


Levei-o no meu sonho azul 
Azul, Azul 
Da cor do céu 
Levei-o comigo 
Sonhou um sonho 
Da cor do meu 
Deitados no leito da lua 
Na frescura, que tremor... 

Trocava a vida toda 
Pela vida deste amor 
Meu Sonho Azul 

Levei-o no meu sonho azul 
Azul, azul 
Da cor do mar 
Levei-o comigo 
Sonhou um sonho 
De apaixonar 
Deitados na noite das ilhas 
Na frescura, que tremor... 

Trocava a vida toda 
Pela vida deste amor 
Meu Sonho Azul

29 agosto, 2017

Batalha!

Continuando o banho manuelino parámos na Batalha.
Prometido por D. João I como agradecimento ao sucesso na Batalha de Aljubarrota em 1385, a sua construção do mosteiro começou logo em 1386 e prolongou-se até 1507, apanhando na fase final já o estilo manuelino. O gótico tardio é muito evidente no portal e na altura do edifício.
A capela do fundador junto à nave central
alberga não só D. João I e sua mulher D. Filipa de Lencastre, mas também toda a ínclita geração (à excepção de D. Duarte) e também Afonso V, João II e o seu filho, Príncipe Afonso, que morreu tragicamente num acidente hípico e precipitou a sucessão do trono para D. Manuel I, o cunhado de D. João II. Neste mini-panteão dos Avis destaca-se o túmulo do Infante D. Henrique.
Dignos de registo são ainda o magnífico claustro,
a Sala do Capítulo (de monumental abóboda) que alberga
o túmulo do soldado desconhecido com um belo vitral
e a chama eterna
Mas a visita não fica completa sem as Capelas Imperfeitas
 mandadas construir por D. Duarte e nunca acabadas;
 dá para perceber a impressionante estrutura do monumento
 que contém o túmulo de D. Duarte e sua mulher D. Leonor de Aragão
 de mãos dadas!