1, 2, 3 feijões e uma moça. MAM, Rio de Janeiro, 2009.12.30
14 janeiro, 2010
13 janeiro, 2010
Espantos #231
A onda de calor que neste momento assola o Rio de Janeiro, faz-me pensar que os 40 graus que apanhámos quando subimos ao Cristo no passado dia 27 foram café pequeno :-)
12 janeiro, 2010
Palavras lidas #107
POESIA Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda a minha vida inteira.
Carlos Drummond de Andrade, Alguma Poesia, p. 65
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Caprichos #122
She likes to collect sea shells by the sea shore... a lot of them!
In my defense, like these, I had never seen before... pretty when alive too!
11 janeiro, 2010
Português

Deixei o pequeno almoço em Lisboa e passei a tomar café da manhã, no meio de geléias, queijos e presunto em pão com gergelim, acompanhado de suco.
Substituí o "pssst" para pedir um café ao empregado de mesa por "ohh moço, me vê um expresso";
Comi pastel, pão de queijo e feijão de corda.
Subi ao Pão de Açucar de bondinho e no calçadão comprei cangas.
Não andei de trem nem de ónibus, mas na rodovia fiz retorno, paguei pedágio e completei o depósito a álcool.
Aprendi que jerimum também pode ser abóbora e que mandioca pode ser macaxeira ou aipim.
Moleques jogam pebolim e adultos assistem televisão.
Entendeu? Então vamos lá:
Café da manhã é pequeno almoço;
Presunto é fiambre;
Gergelim é semente;
Suco é sumo;
Bondinho é teleférico;
Trem é comboio;
Ónibus é autocarro;
Canga é páreo;
Pastel é folhado;
Rodovia é auto-estrada;
Pedágio é portagem;
Completar é atestar;
Moleques são miúdos e
Pebolim são matraquilhos.
Mas, felizmente, há muitas palavras iguais e muitas gargalhadas quando se encontram os significados para as expressões desconhecidas :)
10 janeiro, 2010
Numa sala* perto de mim #118

Adam (2009), a touching movie showing up close life with Asperger's syndrome (some form of autism)... left me wondering about so many people I know lacking social skills.
_____
* uncomfortably so, on the overnight flight diagonally across the Atlantic.
Parece que estou a ouvir #91
Uma Prova de Amor
Zeca Pagodinho
Manda que eu faço chover
Pede que eu mando parar
Manda que eu faço de tudo meu amor pra te agradar
Uma prova de amor
Uma prova de amor eu dou se você quiser
Uma prova de amor eu dou se preciso for
Uma prova de amor eu dou quem sabe assim
Você vê todo o bem que tem dentro de mim
Uma prova de amor pra ver sua razão, e aprender se curvar pro coração
Faço tudo pra ter você por perto
Faço tudo pra ser merecedor
Eu tiro até água do deserto
O meu coração está tão certo
Que vai ser o dono desse amor
Existia um vazio em minha vida
Existia a tristeza em meu olhar
Eu era uma folha solta ao vento
Sem vida, sem cor, sem sentimento
Até seu perfume me alcançar
Pede que eu mando parar
Manda que eu faço de tudo meu amor pra te agradar
Uma prova de amor
Uma prova de amor eu dou se você quiser
Uma prova de amor eu dou se preciso for
Uma prova de amor eu dou quem sabe assim
Você vê todo o bem que tem dentro de mim
Uma prova de amor pra ver sua razão, e aprender se curvar pro coração
Faço tudo pra ter você por perto
Faço tudo pra ser merecedor
Eu tiro até água do deserto
O meu coração está tão certo
Que vai ser o dono desse amor
Existia um vazio em minha vida
Existia a tristeza em meu olhar
Eu era uma folha solta ao vento
Sem vida, sem cor, sem sentimento
Até seu perfume me alcançar
Manda que eu faço choverPede que eu mando parar
Manda que eu faço de tudo meu amor pra te agradar
Manda que eu faço chover
Pede que eu mando parar
Manda que eu faço de tudo só pra não te ver chorar
Uma prova de amor...
Manda que eu faço de tudo meu amor pra te agradar
Manda que eu faço chover
Pede que eu mando parar
Manda que eu faço de tudo só pra não te ver chorar
Uma prova de amor...
Espantos #230
Ontem à tarde deixámos a gigante São Paulo com 32 graus. Hoje, Lisboa recebeu-nos às 6 da manhã com 6 graus. Entretanto apanhámos 40 graus no Rio, com muita chuva, e muito sol no Nordeste. Ficam memórias de expressões e palavras diferentes, momentos muito especiais entre amigos, imagens únicas (me aguarde!), contrastes gritantes, e um Cristo que abraça uma cidade lindissima.
01 janeiro, 2010
Itinerante

Nasceu debaixo de neve em Milão, morreu no calor da praia de ipanema no Rio de Janeiro. Entretanto viu pedaços do Colorado, o Grand Canyon, as Flores, o Porto Santo, Utrecht, Geneva, a grande Montanha Branca, os Alpes Franceses e mudou-se para Barcelona... foi um belo ano!
26 dezembro, 2009
25 dezembro, 2009
21 dezembro, 2009
20 dezembro, 2009
Caprichos #120

Been in a (varied) gospelly mood lately...
Picture of Jesus
Ben Harper
Ben Harper
It hangs above my altar
Like they hung him from the cross
Like they hung him from the cross
I keep one in my wallet
For the times that I feel lost
In a wooden frame with splinters
Where my family kneels to pray
And if you listen close
You'll hear the words he used to say (...)
Jack Johnson
I don't care if it rains or freezes
As long as I have my plastic Jesus
Sitting on the dashboard of my car
It comes in colors pink and pleasant
It glows in the dark cause it's iridescent
I'll take it with me whenever I go far
So give me my lady Madonna
Dressed in rhinestones and sitting on a
Pedestal of abalone shells
Driving 90 but I'm not scared
Because I've got my Virgin Mary
Assuring me that I will never go to hell (...)
Old negro spiritual
In the morning, when I rise
In the morning, when I rise
In the morning, when I rise
Give me Jesus.
Give me Jesus,
Give me Jesus.
You can have all this world,
Just give me Jesus. (...)
19 dezembro, 2009
Coisas que não mudam #114
O Natal em Espanha é uma festa muito regional e as tradições variam conforme as comunidades autónomas. Na Catalunha as tradições são um bocadinho esquisitas. Tal como no resto de Espanha, os presentes individuais e importantes são trazidos pelos Reyes a 6 de Janeiro. Na noite de natal (Nochebuena) ou no dia de Natal o Tió de Nadal (ou Caga tió) traz doces, nozes e torrão. Trata-se de um tronco de árvore, com uma cara desenhada sorridente. Desde o dia 8 de Dezembro que se deixa comida ao tal do tió (forma normal de tratar as outras pessoas) todas as noites para que traga (cague) bons presentes (regalos) no Natal. Também se põe um pequeno cobertor por cima do tronco para que não tenha frio. Na noite esperada, bate-se no tronco sucessivamente com paus (para que cague regalos bem grandes) enquanto se cantam várias canções, todas mais ou menos deste género:
caga tió,
caga torró,
avellanes i mató,
si no cagues bé
et daré un cop de bastó.
caga tió!

Mas as tradições estranhas não acabam aqui. Em todos os presépios para além das figuras tradicionais, há também o caganer (ou caganet) um homem agachado de calças baixas a defecar. Geralmente está por trás de um arbusto e tem a tradicional barretina catalana. Quem nunca tal coisa viu, pergunta aos locais qual a razão do caganet. Com um sorriso dizem "é para ser real..." como se isso explicasse alguma coisa. Sorrir, chorar, beber água, caír e tantas outras coisas são reais, mas o que põem no presépio (e não noutra qualquer representação publica) é o caganet e os miudos então gostam imenso dele, se calhar nem se interessam pelo presépio se não encontrarem o homem agachado.

Perceber não vale a pena... tolera-se. Mas que é estranho é!
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18 dezembro, 2009
Memórias # 37

18 de Dezembro, para 25 falta pouco.
Apesar de ser Natal há já algum tempo cá em casa, o frio chegou, a chuva veio com força, as luzes acenderam-se nos passeios, os presépios apareceram e há laços e sacos coloridos nas mãos de quem passa apressado.
Recordo os dias que antecediam a grande noite.
Por esta altura já havia pinheiro (verdadeiro) lá em casa, por baixo os presentes cujos nomes não chamavam a minha atenção (só esses) e cantavam-se repetidamente e, por vezes, monocordicamente as canções da época que haviam de animar a festa de Natal.
Havia ainda as festas de natal das empresas dos pais onde, e não me perguntem porquê, chegávamos sistematicamente atrasados mas com a promessa de no ano seguinte tal não voltar a acontecer.
Ao ver hoje na televisão uma reportagem de crianças numa festa de natal com a assistência dos pais de tudo isto me lembrei. No sketch que apresentaram todas elas, mais ou menos organizadas, com gestos mais ou menos harmoniosos, lá iam cantando o aprendido, todas à excepção de uma que, sem aparente explicação mas sem sair do seu lugar, chorava até mais não poder enquanto os "companheiros de jornada" lá se iam alinhando para mais um refrão.
17 dezembro, 2009
Ditto #137
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