30 dezembro, 2007
27 dezembro, 2007
Foi neste dia #84 (1979)
Faz hoje 28 anos que a União Soviética invadiu e tomou controlo do Afeganistão... mais um acidente na história daquele atribulado país.26 dezembro, 2007
Natal para os outros
Se no natal já nos sentimos inundados de luzes, pinheiros, cores e embrulhos, imaginemos como se sentem os crentes de outras religiões que observam a mesma azáfama sem celebrarem a ocasião. É disto que fala o artigo Merry something na Economist desta semana. Vale mesmo a pena ler! E fiquei a aprender como se diz presépio em Inglês - crèche, go figure... e eu que dizia "nativity scene"... vamos e convenhamos, até faz mais sentido :-)I MARRIED Christmas. No, that isn’t my wife’s first name, nor did I marry for the holiday the way some people marry for money. Like so many assimilated American Jews, I grew up admiring the lights and the trees and the shopping-mall Santas, but not celebrating the holiday itself. (...)
Hanging on the wall here is a genealogical chart that traces my mother-in-law’s family back to the 16th century. I can’t trace my own family back three generations (“Our parents came from Europe,” my grandparents would say, “where they tried to kill us; thank God we’re here! Now do your homework so you can be somebody”).
25 dezembro, 2007
Parece que estou a ouvir #44
Joy to the world
23 dezembro, 2007
Memórias # 9
Foi há 31 anos, lembro-me bem. Em plenas vésperas de Natal , nem sequer se esperou pelo dia 25, fui presenteda com uma irmã.21 dezembro, 2007
Coisas que não mudam #23
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Friday, December 21, 2007 (from http://www.tarot.com/)
In ancient times, all roads led to Rome. These days, all paths lead to your success. It really doesn't matter what you do; it's more important that you do it with integrity. Don't fall prey to discouragement if reaching your goal takes longer than you wish. Just keep showing up with a good attitude and you'll eventually reach your destination.Espantos #76
Memórias # 8

Lembro-me de vários. Anos a fio na mesma casa, à mesma mesa. A mesa que era de festa dia 24, que celebrava duas (três) vezes o natal, e que foi ficando mais pequena porque a família ía crescendo.
Lembro-me que cada vez as paredes nos ficavam mais próximas pois a mesa ía esticando esticando.
Lembro-me do frio, sempre muito.
Depois, depois mudámos de casa. A família ía-se "renovando": os novos tomando parte à mesa, da mesma forma que algumas cadeiras íam ficando vazias. E nestas datas de tudo isso me lembro.
O conteúdo dos embrulhos deixou de ser moeda de troca de informações entre miúdos que antecipavam as surpresas de uma noite que lhes (nos) parecia demasiado distante.
Lembro-me de muitos presentes, mas lembro-me de um em particular. Um muito grande, sem dúvida o maior da mesa. Era meu. E apesar de terem já passado provavelmente mais de dez anos, devo ter feito a expressão surpreendida de qualquer criança naquela situação. Era o meu retrato a carvão :)
20 dezembro, 2007
Espantos #75
Por estes dias fazem-se grandes viagens... que eu me lembre:J de Boston para Buenos Aires via Nova Iorque
J, R, S de Angra e do Funchal para Boston via Ponta Delgada
Memórias #7
19 dezembro, 2007
18 dezembro, 2007
Parece que estou a ouvir #43
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-6 degrees celcius, feels like -13
Baby it's cold outside
music & lyrics Frank Loesser
I really can't stay - Baby it's cold outside
I've got to go away - Baby it's cold outside
This evening has been - Been hoping that you'd drop in
So very nice - I'll hold your hands, they're just like ice
My mother will start to worry - Beautiful, what's your hurry
My father will be pacing the floor - Listen to the fireplace roar
So really I'd better scurry - Beautiful, please don't hurry well
Maybe just a half a drink more - Put some music on while I pour
The neighbors might think - Baby, it's bad out there
Say, what's in this drink - No cabs to be had out there
I wish I knew how - Your eyes are like starlight now
To break this spell - I'll take your hat, your hair looks swell
I ought to say no, no, no, sir - Mind if I move a little closer
At least I'm gonna say that I tried - What's the sense in hurting my pride
I really can't stay - Baby don't hold out
Ahh, but it's cold outside
I simply must go - Baby, it's cold outside
The answer is no - Ooh baby, it's cold outside
This welcome has been - I'm lucky that you dropped in
So nice and warm -- Look out the window at that storm
My sister will be suspicious - Gosh, your lips look delicious
My brother will be there at the door - Waves upon a tropical shore
My maiden aunt's mind is vicious - Gosh your lips are delicious
Well maybe just a half a drink more - Never such a blizzard before
I've got to go home - Oh, baby, you'll freeze out there
Say, lend me your comb - It's up to your knees out there
You've really been grand - Your eyes are like starlight now
But don't you see - How can you do this thing to me
There's bound to be talk tomorrow - Making my life long sorrow
At least there will be plenty implied - If you caught pneumonia and died
I really can't stay - Get over that old out
Ahh, but it's cold outside
17 dezembro, 2007
Caprichos # 32
Palavras lidas # 35

A mulher, Doxy Nash, fora casada com um gato-pingado, trabalhando a seu lado. Stubbs entrara-lhes um dia pela agência funerária adentro, só para dar uma espreitadela. Fulminado de imediato pela paixão, tentou fazer conversa de flirt com Doxy, mas esta estava demasiado ocupada a cremar um cliente. (...) O seu marido cangalheiro, Wilbour gostava de Stubbs, e ofereceu-se para o sepultar gratuitamente, desde que nesse mesmo dia. Stubbs deu-lhe uma pancada que o fez perder os sentidos e fugiu-lhe com a mulher, não sem antes colocar no lugar dela uma boneca insuflável de borracha. Uma noite, ao fim de três dos anos mais felizes da vida de Wilbur Nash, este suspeitou de qualquer coisa ao pedir à mulher que lhe passasse a travessa do frango e vê-la rebentar e voar em círculos cada vez mais pequenos pela sala, acabando por se deter sobre a carpete.
(...)
16 dezembro, 2007
Parece que estou a ouvir #42
The Chipmunks Christmas Song
Christmas, Christmas time is near
Time for toys and time for cheer
We've been good, but we can't last
Hurry Christmas, hurry fast
Want a plane that loops the loop
Me, I want a hula hoop
We can hardly stand the wait*
Please Christmas, don't be late.
Want a plane that loops the loop
I still want a hula hoop
We can hardly stand the wait
Please Christmas, don't be late.
We can hardly stand the wait
Please Christmas, don't be late.*
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*Canção da paciência... recomendada para problemas de formigueiros ;-)
Numa sala perto de mim #42
Atonement. O filme não é mau, mas a história tem potencial para bem mais do que o filme mostra.15 dezembro, 2007
Espantos #74
No Times de hoje #53
O artigo Money Goes Far in New York, if You’re European mostra como a queda do dólar atrai os Europeus que atravessam o Atlântico de malas vazias* para saírem de cá com mais malas que as que trouxeram e muitas muitas compras... welcome to America!_____________
*conselhos úteis!
14 dezembro, 2007
Palavras lidas # 34

- A Srª Washburn gostava de mudar as lâmpadas todas as terças e sextas, precisassem ou não - explicou ela.
- Adorava lâmpadas frescas. Os lençóis, era uma vez por ano.
Assim que a governanta entrou no quarto dos senhores, percebeu que faltava qualquer coisa. Então viu - e não conseguiu acreditar no que os seus olhos viam! Alguém se tinha aproximado do colchão, e arrancando a etiqueta que dizia: "Constitui violação da lei remover esta etiqueta, excepto se for o consumidor a fazê-lo."
(...)
- Nunca vi uma coisa assim - afirmou o Chefe Homer Pugh - Coisas destas simplesmente não acontecem em Wilton's Creek. É claro que, houve aquela vez em que um tipo entrou numa padaria e chupou a geleia dos doughnuts, mas à terceira vez pusemos atiradores especiais no telhado, e abatemo-lo com a boca na botija.
- Porquê? Porquê? - soluçava Bonnie Beale, uma vizinha dos Washburn. - Tão sem sentido, tão cruel. Que mundo é este em que vivemos, em que alguém, que não o consumidor, arranca as etiquetas dos colchões?
- Antes de isto suceder - disse Maude Figgins, a professora primária da terra -, quando eu saía, sabia que podia deixar os colchões em casa. Agora, nem que seja para ir às compras ou para jantar fora, levo os colchões comigo.
(...)
13 dezembro, 2007
Retirado do contexto # 29

Jornalista: A senhora sabe o que se está a passar aqui hoje?
Ela: Não sei, nem quero saber.
Ele: Ah mas olhe que é uma coisa muito importante não veio ver a chegada dos politicos?
Ela: Eu? Politicos? Tomara eu dar conta da minha doença, quero um taxi e nada.... não há eléctricos...
Ele: Ah mas minha senhora hoje é assinado o Tratado de Lisboa.
Ela: Ahhhh eu quando comprei um apartamentozinho também assinei uma papeleta.
Espantos # 73
12 dezembro, 2007
Espantos #72
Não é que não faça sentido e me espante pelo absurdo... espanta-me apenas por nunca ter pensado em tal mercado. Há uns dias atrás o New York Times trouxe um slideshow sobre o mercado de árvores de natal, com imagens de grandes plantações no estado do Oregon, de onde são ceifadas e preparadas (enroladas, compactadas, etc.) para venda em todo o mundo. Mas não há bela sem senão... o artigo Seasonal Debate Rages Over Loveliest Branches, que acompanha o slideshow fala da ploriferação das árvores de natal artificiais (maioritariamente produzidas na China) que já tomam conta de metade dos lares Americanos. Isto tem os produtores de árvores de Natal em polvorosa e a dizer “buy natural, buy American”.11 dezembro, 2007
Light
When thou shalt be disposed to set me light,
And place my merit in the eye of scorn,
Upon thy side against myself I'll fight,
And prove thee virtuous, though thou art forsworn.
With mine own weakness being best acquainted,
Upon thy part I can set down a story
Of faults conceal'd, wherein I am attainted,
That thou in losing me shalt win much glory:
And I by this will be a gainer too;
For bending all my loving thoughts on thee,
The injuries that to myself I do,
Doing thee vantage, double-vantage me.
Such is my love, to thee I so belong,
That for thy right myself will bear all wrong.
William Shakespeare, Sonnet LXXXVIII
Retirado do contexto #28
quando a data começa a aparecer na validade do leite o evento está perto :-)
10 dezembro, 2007
Parece que estou a ouvir #41
Winter WonderlandDick Smith, Felix Bernard 1934
Sleigh bells ring, are you listening,
in the lane, snow is glistening
A beautiful sight,
we're happy tonight,
walking in a winter wonderland.
Gone away is the bluebird,
here to stay is a new bird
He sings a love song,
as we go along,
walking in a winter wonderland.
In the meadow we can build a snowman,
Then pretend that he is Parson Brown
He'll say: Are you married?
we'll say: No man,
But you can do the job
when you're in town.
Later on, we'll conspire,
as we dream by the fire
To face unafraid,
the plans that we've made,
walking in a winter wonderland.
In the meadow we can build a snowman,
and pretend that he's a circus clown
We'll have lots of fun with mister snowman,
until the other kids knock him down.
When it snows, ain't it thrilling,
Though your nose gets a chilling
We'll frolic and play, the Eskimo way,
walking in a winter wonderland.
Walking in a winter wonderland,
walking in a winter wonderland.
09 dezembro, 2007
Retirado do contexto # 27
08 dezembro, 2007
No Times de hoje #52
Há qualquer coisa na fé judaica que me chama mais do que qualquer outra religião de que não partilho. Vários factores concorrem para uma explicação, mas nenhum a satisfaz completamente: o facto de ter sido historicamente reprimida até um periodo bem recente; o facto de não encorajarem conversões e ainda assim se manterem à superfície; a associação clara de valores religiosos com dinamismo económico; o facto de, por alturas de festas judaicas, me confundirem frequentemente na rua e perguntarem excuse me miss, are you Jewish?*; o valor da tradição. Isto tudo a propósito do artigo Candle Power que vem hoje no New York Times e que fala da transição de uma família Judaica do Cairo para Brooklyn nos anos 60: os valores, a aculturação e a tradição... está tudo lá!*passou-me ao lado a primeira vez que aconteceu, mas quando mais tarde no mesmo dia, um judeu ortodoxo me fez a mesma pergunta comecei a pensar... será que eu sou e não sei que sou? Não me espantaria, dada a quantidade de conversões forçadas em Portugal após a expulsão de 1496.
07 dezembro, 2007
Coisas que não mudam #22
* Devia ser possível construír um modelo económico que permitisse, sob certas condições, prolongar ad infinitum este estado das coisas (vulgo social welfare). Depois era só garantir a existência dessas pré-condições e gozar a felicidade daí resultante... como é pouco provável que isto seja possível (ainda esta semana ouvi "it takes time to develop a theory"), resta-me dizer: ENJOY!
06 dezembro, 2007
Memórias # 6
Os dias em que o jantar era peixe cozido (normalmente as sextas-feiras) eram recheados de queixas e reclamações. O mesmo se passava com as ervilhas e os espinafres, embora esses não tivessem dia definido para aparecer lá por casa.
Lembro-me do garfo fazer inúmeros trajectos pelo prato mas dificilmente chegava às papilas gustativas e quando chegava, pelo tempo que tinha demorado por entre curvas e contracurvas, estava já o peixe frio e sabia ainda pior do que quando estava quente!
Como tinha de o comer, demorasse o tempo que demorasse, e independentemente das reclamações e lágrimas, mais de contrariedade que de desgosto, a minha mãe sempre ía dizendo: “tens muita sorte, há muitos meninos que bem queriam esse peixinho e não o têm para comer”. Como a comunicação social era perita em exibir, na altura, crianças famintas na Etiópia, eram sempre essas as imagens que me vinham à cabeça com tal conversa.
Vem isto a propósito da Cimeira UE-África. Oxalá a agenda não reflicta as primeiras impressões: parece que o mundo parou com a chegada do Mugabe e com a ausência de Brown. O forte de S. Julião da Barra transformou-se num parque de campismo de luxo, e com vista para o mar, com tendas trazidas directamente da Líbia para hospedar Kadhafi que chegou com uma comitiva de 200 pessoas e há três mil policias destacados para esta operação que vai virar Lisboa do avesso.
Em minha casa também. Não me lembro de alguma coisa se ter feito para aliviar a fome dos “meninos” que provavelmente não teriam morrido se estivessem sentados ao meu lado naquelas sextas-feiras de má memoria Mas lá que se falava falava.
Coisas que não mudam #21
Hanukkah: a altura do ano em que apetece ser judeu... há festa não dois (ou três), mas OITO dias seguidos!! Haja velas!05 dezembro, 2007
04 dezembro, 2007
Caprichos # 29
Numa sala perto de mim #41
Gone Baby Gone, realizado por Ben Affleck, põe o dedo na ferida em relação a tantas questões sociais do presente... consciência, berço, valores, o que está certo e o que é justo. Está muito bem feito!














