10 maio, 2024

Ditto #584

I am not one of those who believe — broadly speaking — that women are better than men. We have not wrecked railroads, nor corrupted legislatures, nor done many unholy things that men have done; but then we must remember that we have not had the chance.

--Jane Addams

09 maio, 2024

Primavera #189

Bela manhã de primavera às 7.14am
e às 7.31am

08 maio, 2024

Coisas bonitas #160

Já é Maio, o sol nasce antes das 5.30am

07 maio, 2024

Parece que estou a ouvir #442

Labirinto Parado
Madredeus

Perdi-me num labirinto de saudade
Senti a montanha
Dos sítios que não mudam
Subi

E ao abismo
Do vertiginoso futuro
Desci
Procurei para o sol
Procurei para o mar

Mas sem ti
No céu da paisagem daqui
Afinal, não saí

Mas sem ti
No céu da paisagem
Perdi a noção da viagem

Na pedra já mais que branda da memória
Escrevi com o tempo
Que o musgo vai levando a crescer

Com o brilho que a esperança nos faz no olhar
Escrevi
Que a saudade é prima afastada do vagar

Mas sem ti
No céu da paisagem
Perdi a noção da viagem

Mas sem ti
No céu da paisagem daqui
Afinal, não saí

Mas sem ti
No céu da paisagem
Perdi a noção da viagem

06 maio, 2024

05 maio, 2024

Primavera #188

Já é Maio, os gansos bebés já seguem os pais pelo campus

04 maio, 2024

Primavera #187

Já é Maio, a wisteria em plena flor

03 maio, 2024

02 maio, 2024

Palavras lidas #585

Nature Walk
by Gillian Wegener

The fern fronds glow with a clean, green light,
and I lift one and point out the spores, curled
like sleep on the back, the rows so straight,
so even, that I might be convinced of Providence
at this moment. My daughter is seven.
She looks at the spores, at the leaf, at the plant,
at this wise, wide forest we are in, and sighs
at my pointing out yet another Nature Fact.
But look, I say, each one is a baby ready
to grow. Each one can become its own fern.
But she is already moving down the path
toward the bridge and whatever’s beyond.

01 maio, 2024

Ditto #583

Power and cruelty are the strengths of our lives, and only in their weakness is there love.

--Stevie Smith

30 abril, 2024

29 abril, 2024

Caprichos #441

Ainda a lembrar os Açores
e as suas delícias!

28 abril, 2024

Primavera #186

Bluebells are here...
... and some white bells too!

Primavera #185

Azáleas que se dão por cá... a minha é que não, coitada!

27 abril, 2024

Parece que estou a ouvir #441

From 1970s-1980s Coventry
Friday Night, Saturday Morning
The Specials

Out of bed at eight am
Out my head by half past ten
Out with mates and dates and friends
That's what I do at weekends
I can't talk and I can't walk
But I know where I'm going to go
I'm going watch my money go
At the Locarno, no

When my feet go through the door
I know what my right arm is for
Buy a drink and pull a chair
Up to the edge of the dance floor
Bouncers bouncing through the night
Trying to stop or start a fight
I sit and watch the flashing lights
Moving legs in footless tights

I go out on Friday night and I come home on Saturday morning
I go out on Friday night and I come home on Saturday morning

I like to venture into town
I like to get a few drinks down
The floor gets packed the bar gets full
I don't like life when things get dull
The hen party have saved the night
And freed themselves from drunken stags
Having fun and dancing in
A circle round their leather bags

I go out on Friday night and I come home on Saturday morning
I go out on Friday night and I come home on Saturday morning

But two o'clock has come again
It's time to leave this paradise
Hope the chip shop isn't closed
Cos' their pies are really nice
I'll eat in the taxi queue
Standing in someone else's spew
Wish I had lipstick on my shirt
Instead of piss stains on my shoes

I go out on Friday night and I come home on Saturday morning
I go out on Friday night and I come home on Saturday morning
I go out on Friday night and I come home on Saturday morning
I go out on Friday night and I come home on Saturday morning

26 abril, 2024

Primavera #184

Na primavera as ruas ficam mais simpáticas

25 abril, 2024

Palavras lidas #584

Eu Sou Português Aqui
José Fanha

Eu sou português aqui
em terra e fome talhado
feito de barro e carvão
rasgado pelo vento norte
amante certo da morte
no silêncio da agressão.

Eu sou português
aqui
mas nascido deste lado
do lado de cá da vida
do lado do sofrimento
da miséria repetida
do pé descalço
do vento.

Nasci
deste lado da cidade
nesta margem
no meio da tempestade
durante o reino do medo.
Sempre a apostar na viagem
quando os frutos amargavam
e o luar sabia a azedo.

Eu sou português aqui
no teatro mentiroso
mas afinal verdadeiro
na finta fácil
no gozo
no sorriso doloroso
no gingar dum marinheiro.

Nasci
deste lado da ternura
do coração esfarrapado
eu sou filho da aventura
da anedota
do acaso
campeão do improviso,
trago as mão sujas do sangue
que em papa a terra que piso.

Eu sou português aqui
na brilhantina em que embrulho,
do alto da minha esquina
a conversa e a borrasca
eu sou filho do sarilho
do gesto desmesurado
nos cordéis do desenrasca.

Nasci aqui
no mês de Abril
quando esqueci toda a saudade
e comecei a inventar
em cada gesto
a liberdade.

Nasci aqui
ao pé do mar
duma garganta magoada no cantar.
Eu sou a festa
inacabada
quase ausente
eu sou a briga
a luta antiga
renovada
ainda urgente.


Eu sou português aqui
o português sem mestre
mas com jeito.
Eu sou português aqui
e trago o mês de Abril a voar
dentro do peito.

24 abril, 2024

Parece que estou a ouvir #440

A primeira senha do 25 de Abril nas palavras de João Paulo Diniz há precisamente 50 anos:

Faltam cinco minutos para as 23 horas, convosco Paulo de Carvalho com o Eurofestival de 74: 'E Depois do Adeus'
E depois do Adeus
Paulo de Carvalho
Letra e música de José Calvário e José Niza

Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz

Em silêncio, amor
Em tristeza enfim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficamos sós

La la la la la la
La la la la la la
La la la la la la
La la la la la la

Sem título #366

Faithful dogs

23 abril, 2024

Coisas que não mudam #661

Are you really seeing me, I can seat a little closer you know...