I stepped on the bull's testicles and spinned around... good luck can't escape me now :)
10 janeiro, 2009
09 janeiro, 2009
Ditto #104
Palavras lidas #67
Música do coração
Encostado bem junto ao teu coração,
Escutei dele a vida, feita inquietação...
E o teu coração tem um tal bater
Que faz recordar o que há muito ouvi,
Inda muito antes desta vida aqui,
Mas o quê não sei, eu não sei dizer...
Era qualquer coisa que à roda girava,
Terrível e estranha, e à roda andava,
Que ainda agora minh'alma sacode.
Luto por lembar-me - mas sempre desisto -
Não lembrada lembrança a alma sacode.
Algo estranho e terrível ainda me acode,
Girando, girando.
E o som era igual ao do teu coração...
A memória paira só na escuridão
Da alma, mas na mente apagada.
Mas não lembro que isto: girava, girava -
Um som igual ao do teu coração.
Alexander Search, Poesia
(edição e tradução de Luísa Freire)
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08 janeiro, 2009
E continua...
... a perseguição do #307. Hoje é o quarto de hotel onde estou instalada após ter ficado apeada em Newark por causa de histórias de aviões do arco da velha. Contado ninguém acredita! Só este 307 me faria rir ao fim do longo dia!
06 janeiro, 2009
05 janeiro, 2009
04 janeiro, 2009
29 dezembro, 2008
Numa sala perto de mim #70
Australia... uma homenagem às gerações (de aborígenes) roubadas.
That's the way it is
That's the way it is
Just because it is, it doesn't mean it should be.
27 dezembro, 2008
No Times de hoje #88
Tenho alguma dificuldade em interpretar este resultado: não sei se se trata de uma questão de conforto generalizado (na desgraça é que nos unimos), ou de despeito partilhado (eu não estou bem, mas tu também não). Lembro-me do exemplo clássico da economia comportamental - behavioral economics - que nunca me convenceu na totalidade: suponhamos que existem duas casas exactamente iguais iguais lado a lado, em que os proprietários têm características idênticas (por exemplo, tamanho do agregado familiar ou rendimento mensal); o grau de satisfação de um proprietário diminui consideravelmente quando o outro pinta a sua casa. Ou daquela outra experiência (o jogo do ultimato) de um pai que tem uma verba para distribuir entre dois filhos e que só pode ser distribuida com acordo entre as partes. Por exemplo, 50-50, 70-30, ou 1-99. Na grande maioria das vezes o acordo 1-99 não é aceite, mesmo sabendo que 1 é melhor que zero e que se não houver acordo o pagamento final é 0-0. Eu percebo o raciocínio que leva ao não acordo, mas como mexe com conceitos subjectivos de justiça e de igualdade é-me difícil entendê-lo na totalidade.
Enfim, talvez este tipo de comportamento seja responsável pelo estado de "não infelicidade" que se vive actualmente, embora a crise já aí esteja.
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26 dezembro, 2008
No Times de hoje #87
O Times de hoje traz um artigo sobre luz em Nova Iorque. É no inverno que mais tomo atenção à luz, aos seus efeitos e pormenores. Há pouco mais de uma semana, quando aterrei em Lisboa pelas 8am numa clara e descoberta manhã de inverno, vi a cidade banhada pelo sol que, ainda baixo, lhe dava um tom dourado e único... lembrei-me da descrição de Bernardo Soares. Não tirei foto, mas ficou-me na memória. Nunca vi Lisboa assim!25 dezembro, 2008
Palavras lidas # 66
“Ou sim ou não. Cada um é único. Tem aquele encontro com o descontentamento que se arrepende e repete. Porque nada serve. Nem coisas, nem plantas, nem bichos, nem homens. É tudo para substituir. Fica o momento breve da tentativa. Uma só oportunidade. Que não se repete. Fugaz. Improvável. Mas sem renúncia."22 dezembro, 2008
Espantos #158
Também não é em muitas cidades que se pode realizar um postal de natal cantado, ao ar livre, numa amena e agradável noite de inverno. Foi em Lisboa, na fachada do Teatro Nacional de São Carlos, dia 20 de Dezembro, das 6 às 7 da tarde... caía neve em Nova Iorque, que certamente atolava Boston!Numa sala perto de mim #69
Quantum of Solace at last! Once again, Daniel Craig excels. Whatever he does, 90% of the time he is wearing suit and tie!15 dezembro, 2008
14 dezembro, 2008
Coisas que não mudam #76
Logos adequados à data no website do google. Por causa do iGoogle (página personalizada do google que adoro!) este ano perdi alguns dos logos. Por exemplo os das estações do ano no primeiro dia de cada uma delas:

22 de Setembro, primeiro dia de Outono

20 de Junho, primeiro dia de Verão

20 de Março, primeiro dia de Primavera

2008 até foi ano bisexto (leap year)...
Aguardemos pelo logo de 21 de Dezembro, primeiro dia de Inverno!
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No Times de hoje #86
A crise ataca já vários sectores da economia, deixando de estar circunscrita aos sectores bancário e financeiro: Detroit está no vermelho (o que não é de estranhar já que os Estados Unidos perderam há muito vantagem comparativa na produção automóvel) e a indústria automóvel já tem o seu próprio plano de salvamento; a academia também já está a entrar em dificuldades, uma vez que as universidades tinham os seus recursos investidos no mercado financeiro que tem vindo por aí abaixo. Seguindo a tendência das outras universidades, Harvard cancelou todos os processos de recrutamento para este ano e congelou os salários de professores e pessoal administrativo; Brandeis começou a cortar os salários dos professores para evitar despedimentos. A coisa está-se a espalhar.
No entando há sectores (embora poucos) que não estão em dificuldades, pelo contrário florescem! Um artigo do New York Times de hoje fala da crescente afluência às igrejas em tempos de crise. É talvez nestas alturas que as pessoas deixam de acreditar que podem resolver o que quer uqe seja com um pouco mais de esforço ou vontade... algo que em tempos de prosperidade não é tão visivel.
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13 dezembro, 2008
No Times de hoje #85
I never really understood the American concept of dating... no matter how many years I go by in this country, I am still at a loss. Apparently the concept is outdated, judging by today's New York Times article, which leaves me even more puzzled at the concept of friendship... lightheartedness that's what it all seems to be.
Conselhos úteis #8
A secção de viagens do New York Times de amanhã já está disponivel online hoje e traz dois conselhos muuuuito úteis:
_________________
#2 36 hours in Lisbon... mesmo a calhar! Eu vou, eu vou, ao Museu do Oriente eu vou... para a semana :-)
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12 dezembro, 2008
Numa sala perto de mim #68
Slumdog Millionaire impressiona pelo realismo dos bairros de lata de Mumbai, não há esforço para esconder nada... a história também é engraçada.11 dezembro, 2008
Flores muitas...
Hoje deu-me para a natureza...
_______________
Se às vezes digo que as flores sorriem
E se eu disser que os rios cantam,
Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores
E cantos no correr dos rios...
É porque assim faço mais sentir aos homens falsos
A existência verdadeiramente real das flores e dos rios.
Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes
À sua estupidez de sentidos...
Não concordo comigo mas absolvo-me,
Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza,
Porque há homens que não percebem a sua linguagem,
Por ela não ser linguagem nenhuma.
Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos
Natureza...
Antes o vôo da ave, que passa e não deixa rasto, Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão. A ave passa e esquece, e assim deve ser. O animal, onde já não está e por isso de nada serve, Mostra que já esteve, o que não serve para nada. A recordação é uma traição à Natureza, Porque a Natureza de ontem não é Natureza. O que foi não é nada, e lembrar é não ver. Passa, ave, passa, e ensina-me a passar! |
Ditto #101
09 dezembro, 2008
Espantos #157
Os códigos postais Canadianos são alfanuméricos, isto é, são compostos por seis caracteres de letras e números intercalados, variando conforme a província, a zona rural ou urbana, etc. Está tudo explicadinho aqui.
E o código do pólo norte é... H0H0H0 :)
Parece que estou a ouvir #74
Flamenco dancer I, Caroline GoldYo adivino el parpadeo
de las luces que a lo lejos
van marcando mi retorno.
Son las mismas que alumbraron
con sus pálidos reflejos
hondas horas de dolor.
Y aunque no quise el regreso
siempre se vuelve
al primer amor.
La vieja calle
donde me cobijo
tuya es su vida
tuyo es su querer.
Bajo el burlón
mirar de las estrellas
que con indiferencia
hoy me ven volver.
Volver
con la frente marchita
las nieves del tiempo
platearon mi sien.
Sentir
que es un soplo la vida
que veinte años no es nada
que febril la mirada
errante en las sombras
te busca y te nombra.
Vivir
con el alma aferrada
a un dulce recuerdo
que lloro otra vez.
Tengo miedo del encuentro
con el pasado que vuelve
a enfrentarse con mi vida.
Tengo miedo de las noches
que pobladas de recuerdos
encadenen mi soñar.
Pero el viajero que huye
tarde o temprano
detiene su andar.
Y aunque el olvido
que todo destruye
haya matado mi vieja ilusión,
guardo escondida
una esperanza humilde
que es toda la fortuna
de mi corazón.
Volver
con la frente marchita
las nieves del tiempo
platearon mi sien.
Sentir
que es un soplo la vida
que veinte años no es nada
que febril la mirada
errante en las sombras
te busca y te nombra.
Vivir
con el alma aferrada
a un dulce recuerdo
que lloro otra vez.
van marcando mi retorno.
Son las mismas que alumbraron
con sus pálidos reflejos
hondas horas de dolor.
Y aunque no quise el regreso
siempre se vuelve
al primer amor.
La vieja calle
donde me cobijo
tuya es su vida
tuyo es su querer.
Bajo el burlón
mirar de las estrellas
que con indiferencia
hoy me ven volver.
Volver
con la frente marchita
las nieves del tiempo
platearon mi sien.
Sentir
que es un soplo la vida
que veinte años no es nada
que febril la mirada
errante en las sombras
te busca y te nombra.
Vivir
con el alma aferrada
a un dulce recuerdo
que lloro otra vez.
Tengo miedo del encuentro
con el pasado que vuelve
a enfrentarse con mi vida.
Tengo miedo de las noches
que pobladas de recuerdos
encadenen mi soñar.
Pero el viajero que huye
tarde o temprano
detiene su andar.
Y aunque el olvido
que todo destruye
haya matado mi vieja ilusión,
guardo escondida
una esperanza humilde
que es toda la fortuna
de mi corazón.
Volver
con la frente marchita
las nieves del tiempo
platearon mi sien.
Sentir
que es un soplo la vida
que veinte años no es nada
que febril la mirada
errante en las sombras
te busca y te nombra.
Vivir
con el alma aferrada
a un dulce recuerdo
que lloro otra vez.
08 dezembro, 2008
No Times de hoje #84

O New York Times de hoje traz um interessante artigo de opinião que compara Havana a Paris. Ambas têm imponentes patromónios arquitectónicos, mas enquanto uma mantém ainda o aspecto genuíno de outros tempos, a outra já o perdeu. Fez-me lembrar o que escrevi há uns tempos acerca do "preço" da (forçada) falta de modernidade em Havana. Não há soluções óptimas, e é sempre um debate interior que enfrento ao pensar sobre estes assuntos. Mais vale pensar que temos Havana como sempre foi e Paris como é.
07 dezembro, 2008
Foi neste dia #112 (1972)
Faz hoje 36 anos que foi tirada uma das mais famosas fotografias da terra, pelos astronautas da Apolo 17. Com a proximidade do solstício de inverno, a Antártica encontra-se completamente iluminada. A foto original tem o norte na base e foi depois invertida. Ficou conhecida como The Blue Marble ou O Berlinde Azul.
06 dezembro, 2008
05 dezembro, 2008
No Times de hoje #83

O Times de hoje menciona um estudo que conclui que a felicidade é contagiosa. Contrariamente ao que seria de esperar até a felicidade de pessoas que nem conhecemos (por exemplo os amigos dos amigos dos nossos amigos) tem impacto na nossa felicidade. Decidi por isso sorrir mais que o habitual, pode ser que isso tenha impacto na felicidade dos outros. E nesta altura do natal, que tal fazer sorrir as crianças? E já se sabe... quando uma criança sorri o efeito multiplicador é muito maior!
04 dezembro, 2008
Coisas que não mudam #75
Americanos... até têm boa vontade, coitados, mas não sabem!
Reconhecem que o pão francês é bom e por isso abrem padarias francesas, com nome francês, pão francês, bolos franceses, ambiente francês, música de fundo francesa, etc. Mas depois não bate a bota com a perdigota: escrevem patisserie francais em vez de patisserie française e chamam croissant àquilo que não tem forma de croissant... mas é booooom!
Ditto #100
Why get married and make one man miserable when I can stay single and make thousands miserable? - Carrie Snow
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It's a joke, but it can be a reason... or an excuse. Another, may be this one :)
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03 dezembro, 2008
Coisas que (infelizmente) não mudam #74
Crianças sem pais na altura do natal.
O Dário é um menino de 4 anos dos Açores que vive numa instituição de apoio a crianças abandonadas pelos pais, ou retiradas aos pais. Fez a seguinte lista para o pai natal:
- umas sapatilhas n. 27
- um fato de treino
- umas blusinhas
- um avião do noddy
- um homem aranha
- uma bola
E vai ter!
01 dezembro, 2008
Caprichos #74
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