Luís Represas (1956-2016) outro grande belenense!
Memórias de um beijoTrovante, Terram Firme, 1987
Lembras-me uma marcha de Lisboa
Num desfile singular
Quem disse
Que há hora e momento p'ra se amar?
Lembras-me uma enchente de maré
Com a calma matinal
Quem foi, quem disse
Que o mar dos olhos também sabe a sal
As memórias são como livros escondidos no pó
As lembranças são
Lembras-me uma marcha de Lisboa
Num desfile singular
Quem disse
Que há hora e momento p'ra se amar?
Lembras-me uma enchente de maré
Com a calma matinal
Quem foi, quem disse
Que o mar dos olhos também sabe a sal
As memórias são como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever
Devagar
Queria viver tudo numa noite
Sem perder a procurar
O tempo ou espaço
Que é indiferente p'ra poder sonhar
As memórias são como livros escondidos no pó
As lembranças são
Queria viver tudo numa noite
Sem perder a procurar
O tempo ou espaço
Que é indiferente p'ra poder sonhar
As memórias são como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever
Devagar
Quem foi que provocou vontades,
E atiçou as tempestades,
E amarrou o barco ao cais?
Quem foi que matou o desejo,
E arrancou um lábio ao beijo,
E amainou os vendavais?
As memórias são
Quem foi que provocou vontades,
E atiçou as tempestades,
E amarrou o barco ao cais?
Quem foi que matou o desejo,
E arrancou um lábio ao beijo,
E amainou os vendavais?
As memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever
Devagar
Devagar
Devagar
Sem comentários:
Enviar um comentário