20 fevereiro, 2025

Ditto #612

Words are like leaves and where they most abound / Much fruit of sense beneath is rarely found.

--Alexander Pope

Caprichos #469

Há dias descobri um pacote perdido de bolachas na minha secretária...
booooas!! Esqueci por completo como tinham vindo parar à minha mão.
Produto de África do Sul comercializado por uma empresa com sede em Moçambique... só poderiam ter vindo de uma amiga minha que me visitou por altura do natal e que tem divide casa com uma rapariga Sul-Africana.
São basicamente uma sanduíche de aveia com chocolate lá dentro!
Como é que esta ideia não é ainda universal? E como é que eu vou arranjar estas bolachas produzidas na África do Sul? Felizmente consegui encontrar online e três dias depois foram entregues 4 caixas na minha porta.
E viva a globalização!

19 fevereiro, 2025

Caprichos #468

Jantarinhos para 4

18 fevereiro, 2025

Sem título #422

Another planet please...

17 fevereiro, 2025

Parece que estou a ouvir #490

De Mais Ninguém
Marisa Monte

Se ela me deixou a dor
É minha só não é de mais ninguém
Aos outros eu devolvo a dó
Eu tenho a minha dor
Se ela preferiu ficar sozinha
Ou já tem um outro bem
Se ela me deixou a dor é minha
A dor é de quem tem

É meu troféu é o que restou
É o que me aquece sem me dar calor
Se eu não tenho o meu amor
Eu tenho a minha dor
A sala, o quarto, a casa está vazia
A cozinha, o corredor
Se nos meus braços ela não se aninha
A dor é minha dor

Se ela me deixou a dor
É minha só não é de mais ninguém
Aos outros eu devolvo a dó
Eu tenho a minha dor
Se ela preferiu ficar sozinha
Ou já tem um outro bem
Se ela me deixou
A dor é minha
A dor é de quem tem

É o meu lençol, é o cobertor
É o que me aquece sem me dar calor
Se eu não tenho o meu amor
Eu tenho a minha dor
A sala, o quarto
A casa está vazia
A cozinha, o corredor
Se nos meus braços
Ela não se aninha
A dor é minha dor

16 fevereiro, 2025

Palavras lidas #615

Navalny nas suas próprias palavras
Quando se é criança ou jovem adulto, tudo nos parece óptimo, e os políticos muitas vezes exploram essa lei da vida para obscurecerem a nossa imagem do futuro, apresentando um falso retrato do passado. É importante porém, que nos comportemos como seres humanos e não como peixes-dourados, cuja memória, como é sabido, se diz estar limitada aos últimos três segundos. Atirar batatas aos amigos no meio dos campos era evidentemente divertido, mas ainda assim a minha memória de infância mais persistente da URSS é a de estar na fila para o leite. O meu irmão nasceu em 1983. Uma casa em que há uma criança pequena precisa de um fornecimento constante de leite e, durante vários anos, fui eu o responsável por ir comprá-lo. Todos os dias quando saía da escola ía até à loja e ficava à espera pelo menos quarenta minutos na fila para comprar o raio do leite. Muitas vezes ainda não tinham vindo entregá-lo, e tinha de ficar na companhia de dezenas de adultos soturnos à espera de que ele chegasse. Se nos atrasássemos um pouco, já tinham vendido o leite todo, e nessa noite os nossos pais não estariam contentes. É por isso que não tenho qualquer desejo de voltar aos tempos da URSS. Um Estado que é incapaz de produzir leite suficiente para os seus cidadãos não merece a minha nostalgia.

Alexei Navalny, Patriota: memórias, p. 55

15 fevereiro, 2025

Coisas que mudaram #37

Office entertainment...
... it started late in the year and there's no stopping it!

14 fevereiro, 2025

Coisas que não mudam #695

A student gift for Chinese New Year... she made it herself following the ancient calligraphy tradition of wishing good fortune for the new year
silly e had no idea the direction mattered...
when I proudly messaged the picture to a Chinese friend she told me the left corner should be pointing down to the floor... I had to bend the corners so it would fit the holder.
Hopefully it's hte message that matters :-)

13 fevereiro, 2025

12 fevereiro, 2025

11 fevereiro, 2025

Palavras lidas #614

Amongst the French
by Paul Zimmer

I do not have their words,
do not have their years or customs.
Passing them on the road,
shy as fog passing down
slopes into the valley,
I always give first utterance
or make an uncertain gesture.

My neighbors are kind,
knowing I am like rain,
that if they wait long enough,
in time I will go away.

It is the same for me in
all directions—under stars
swarming out of foothills,
on the gravel I churn
with my shoes—east, west,
north, or south—the same.
If I remained in
this friendly place forever,
I would always be a stranger.

10 fevereiro, 2025

Ditto #611

You have a grand gift for silence, Watson. It makes you quite invaluable as a companion.

--Arthur Conan Doyle

09 fevereiro, 2025

08 fevereiro, 2025

Caprichos #466

Big bowl meal from the Noodle Bar in downtown Coventry
Meal topping: aubergine
Cooking style: aubergine
Rice/Noodles: boiled rice

07 fevereiro, 2025

Parece que estou a ouvir #489

Marisa Monte

Meu coração, não sei por quê
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim foges de mim

Ah, se tu soubesses
Como sou tão carinhoso
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim

Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus
À procura dos teus
Vem matar esta paixão
Que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz

06 fevereiro, 2025

04 fevereiro, 2025

03 fevereiro, 2025

Coisas que não mudam #694

Gatos que dormem ao sol...
... o sol de inverno não dá calor mas dá conforto.

02 fevereiro, 2025

Palavras lidas #613

On Closing the Apartment of my
Grandparents of Blessed Memory

by Robyn Sarah

And then I stood for the last time in that room.
The key was in my hand. I held my ground,
and listened to the quiet that was like a sound,
and saw how the long sun of winter afternoon
fell slantwise on the floorboards, making bloom
the grain in the blond wood. (All that they owned
was once contained here.) At the window moaned
a splinter of wind. I would be going soon.

I would be going soon; but first I stood,
hearing the years turn in that emptied place
whose fullness echoed. Whose familiar smell,
of a tranquil life, lived simply, clung like a mood
or a long-loved melody there. A lingering grace.
Then I locked up, and rang the janitor’s bell.

01 fevereiro, 2025

Ditto #610

I've never been bored one day in my life. I could fill 500 years with no problem.

-- Peter Matthiessen