15 agosto, 2013

Foi neste dia #211 (1195)

Há 818 anos nascia em Lisboa Fernando Martins de Bulhões que viria a falecer em Pádua 36 anos depois, a 13 de Junho, como Santo António. Abaixo, várias fotos do santo em Lisboa:
Basílica da Estrela
Igreja de São Roque
claustro da Sé
 Igreja de Santo António
sacristia da Igreja de Santo António
cripta da Igreja de Santo António

12 agosto, 2013

Caprichos #259

Água fresca em dias quentes

10 agosto, 2013

Palavras lidas #224

No largo da Misericórdia em Lisboa

09 agosto, 2013

Pedaços de Lisboa...

... a cidade branca.
Basílica da Estrela
São Vicente de Fora
Panteão Nacional
Rossio
Ruínas do Convento do Carmo
Igreja do Mosteiro dos Jerónimos 
Torre de Belém

Pormenores #97

 Ainda Joana Vasconcelos no Palácio da Ajuda

Sem título #32

Túmulo de Pessoa no claustro dos Jerónimos 

Pormenores #96

Palácio da Pena, Sintra
proving a point
the crusader beats the moor.

06 agosto, 2013

Ditto #250

Pintar é falar consigo mesmo para que alguém nos entenda.

--Almeida Negreiros

04 agosto, 2013

Espantos #368

Invulgar perspectiva da Torre de Belém, da ponte e do Cristo rei

03 agosto, 2013

Numa sala perto de mim #232

A Gaiola Dourada (2013) não é uma comédia, apesar de ter momentos cómicos e todos os clichés do imigrante português. 

Ela Maria, porteira; ele José, pedreiro. Pelas paredes da casa, fotos da Amália e dos três pastorinhos. Vê-se futebol, veste-se da selecção, joga-se a sueca, come-se bacalhau e bebem-se minis. E as mentalidades... viver em função dos que os outros precisam e vão pensar; não ser mal educada para não parecer mal; os complexos de inferioridade; as vergonhas; o fado; a ideia idílica do retorno. Apesar disso, estão lá os valores, os princípios, os sacrifícios, o esmero no trabalho, a dignidade.

Coisas que não mudam #232

Espectáculo de La Féria no Politeama. Desta vez, a Grande Revista à Portuguesa no ano do centésimo aniversário daquele teatro.

01 agosto, 2013

Sem título #31

Retrato de uma princesa desconhecida

Para que ela tivesse um pescoço tão fino
Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule
Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos
Para que a sua espinha fosse tão direita
E ela usasse a cabeça tão erguida
Com uma tão simples claridade sobre a testa
Foram necessárias sucessivas gerações de escravos
De corpo dobrado e grossas mãos pacientes
Servindo sucessivas gerações de príncipes
Ainda um pouco toscos e grosseiros
Ávidos cruéis e fraudulentos

Foi um imenso desperdiçar de gente
Para que ela fosse aquela perfeição
Solitária exilada sem destino

Sophia de Mello Breyner Andresen


Até hoje sempre fui futuro...

Não foi por acaso que o meu sangue que veio do Sul
se cruzou com o meu sangue que veio do Norte.
Não foi por acaso que o meu sangue que veio do Oriente
se cruzou com o meu sangue que veio do Ocidente.
Não foi por acaso nada de quem sou agora.
Em mim se cruzaram finalmente todos os lados da terra.
A Natureza e o Tempo me valeram: séculos e séculos
ansiosos por este resultado um dia
e até hoje fui sempre futuro.
Faço hoje a cidade do Antigo
e agora nasço novo como ao Princípio:
foi a Natureza que me guardou a semente
apesar das épocas e gerações.
Cheguei ao fim do fio da continuidade
e agora sou o que até ao fim fui desejo:
o Centro do Mundo já não é o meio da terra
vai por onde anda a Rosa dos Ventos
vai por onde ela vai
anda por onde ela anda.
Agora chego a cada instante pela primeira vez à vida
já não sou um caso pessoal
mas sim a própria pessoa.

Rosa dos Ventos, Almada Negreiros

31 julho, 2013

Palavras lidas #223

Querida Ibis:
Desculpa o papel impróprio em que te escrevo; é o único que encontrei na pasta, e aqui no Café Arcada não têm papel. Mas não te importas não?
Acabo de receber a tua carta com o postal, que acho muito engraçado.
Ontem foi — não é verdade? — uma coincidência engraçadíssima o facto de eu e minha irmã irmos para a Baixa exactamente ao mesmo tempo que tu. O que não teve graça foi tu desapareceres, apesar dos sinais que eu te fiz. Eu fui apenas deixar minha irmã ao Avda. Palace, para ela ir fazer umas compras e dar um passeio com a mãe e a irmã do rapaz belga que aí está. Eu saí quase imediatamente, e esperava encontrar-te ali próximo para falarmos. Não quiseste. Tanta pressa tiveste de ir para casa de tua irmã!
E, ainda por cima, quando saí do hotel, vejo a janela de casa de tua irmã armada em camarote (com cadeiras suplementares) para o espectáculo de me ver passar! Claro está que, tendo visto isto, segui o meu caminho como se ali não estivesse ninguém. Quando eu pretendesse ser palhaço (para o que, aliás, o meu feitio natural pouco serve) oferecia-me directamente ao Coliseu. Era o que faltava agora! Que eu tolerasse a brincadeira de ser dado en spectacle para a família!
Se não havia maneira de evitares estares à janela com 148 pessoas, não estivesses. Já que não quiseste esperar-me ou falar-me, ao menos tivesses a cortesia — já que não podias aparecer só à janela — de não aparecer .
Ora eu não posso estar a explicar-te estas coisas. Se o teu coração (supondo a existência desse senhor) ou a tua intuição te não ensinam instintivamente estas coisas, eu, por mim, não posso constituir-me em teu professor delas.
Quando me dizes que o que mais desejas é que eu case contigo, é pena que me não expliques que tenho ao mesmo tempo que casar com tua irmã, teu cunhado, teu sobrinho e não sei quantas freguesas da tua irmã.
Sempre e muito teu
Fernando

31/7/1920
Esta carta foi escrita no esquecimento de que tu costumas mostrar as minhas cartas a toda a gente. Se me tivesse lembrado disso — acredita — eu tê-la-ia suavizado um pouco. Mas agora já é tarde; não importa. De resto nada importa.
F.
31-7-1920

Cartas de Amor. Fernando Pessoa. (Organização, posfácio e notas de David Mourão Ferreira. Preâmbulo e estabelecimento do texto de Maria da Graça Queiroz.) Lisboa: Ática, 1978 (3ª ed. 1994). 
 - 31.
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Fonte

30 julho, 2013

Pormenores #95

Flor da violeta

Foi neste dia #210 (1928)

Muitos parabéns Sra. D. Eunice Muñoz!

29 julho, 2013

Coisas que não mudam #231

A publicidade de verão da sagres é sempre notável. A deste ano é bem apelativa, mas talvez seja o lado emigrante a falar...
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Não tenho o nosso sol,
Não tenho o nosso mar,
Não tenho a nossa luz,
Mas não me posso queixar.
Não tenho as nossas praias,
Nem as ondas e o surf,
Nem os biquínis no verão,
Mas tenho a minha Sagres.

Não tenho os estádios cheios,
Nem a nossa selecção,
Não tenho os grandes golos,
Tenho aqui a nação.
Não tenho cá os abraços,
Nem a língua portuguesa,
Nem o humor que é do nosso,
Mas tenho a minha Sagres.

Não tenho o pastel de nata,
Nem o peixe, o nosso sal
e o marisco,
Mas tenho aqui Portugal.
Não tenho cá toda a família,
Nem pai, nem mãe, nem primos,
Não tenho os grandes amigos,
Mas tenho a minha mini.

Não tenho Alfama e o Tejo,
Não tenho o Douro e a Beira,
Nem o Algarve e o Minho,
Mas tenho aqui a bandeira.
Não tenho séculos de história,
Nem os santos populares,
Não tenho o fado cantado,
Mas tenho a minha Sagres.

E nós aqui, temos tudo...
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Aqui lê-se acerca da portugalidade da sagres.

Espantos #367

 Copacabana espantosa sem e com multidão

Coisas que não mudam #230

E come-se tão bem no Porto!

Caprichos #258

Chá rooibos / Rooibos tea