10 dezembro, 2007

Parece que estou a ouvir #41

Winter Wonderland
Dick Smith, Felix Bernard 1934

Sleigh bells ring, are you listening,
in the lane, snow is glistening
A beautiful sight,
we're happy tonight,
walking in a winter wonderland.

Gone away is the bluebird,
here to stay is a new bird
He sings a love song,
as we go along,
walking in a winter wonderland.

In the meadow we can build a snowman,
Then pretend that he is Parson Brown
He'll say: Are you married?
we'll say: No man,
But you can do the job
when you're in town.

Later on, we'll conspire,
as we dream by the fire
To face unafraid,
the plans that we've made,
walking in a winter wonderland.

In the meadow we can build a snowman,
and pretend that he's a circus clown
We'll have lots of fun with mister snowman,
until the other kids knock him down.

When it snows, ain't it thrilling,
Though your nose gets a chilling
We'll frolic and play, the Eskimo way,
walking in a winter wonderland.


Walking in a winter wonderland,
walking in a winter wonderland.

09 dezembro, 2007

Retirado do contexto # 27

Ou de como um atraso de meia hora passa a estratégia.
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Ah, o jantar foi peixe para não ferir susceptibilidades... é que havia muitos muçulmanos presentes.

08 dezembro, 2007

No Times de hoje #52

Há qualquer coisa na fé judaica que me chama mais do que qualquer outra religião de que não partilho. Vários factores concorrem para uma explicação, mas nenhum a satisfaz completamente: o facto de ter sido historicamente reprimida até um periodo bem recente; o facto de não encorajarem conversões e ainda assim se manterem à superfície; a associação clara de valores religiosos com dinamismo económico; o facto de, por alturas de festas judaicas, me confundirem frequentemente na rua e perguntarem excuse me miss, are you Jewish?*; o valor da tradição. Isto tudo a propósito do artigo Candle Power que vem hoje no New York Times e que fala da transição de uma família Judaica do Cairo para Brooklyn nos anos 60: os valores, a aculturação e a tradição... está tudo lá!
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*passou-me ao lado a primeira vez que aconteceu, mas quando mais tarde no mesmo dia, um judeu ortodoxo me fez a mesma pergunta comecei a pensar... será que eu sou e não sei que sou? Não me espantaria, dada a quantidade de conversões forçadas em Portugal após a expulsão de 1496.

Retirado do contexto # 26

Darfur, Sudão, Zimbabwe, Líbia, Lisboa e Direitos Humanos

07 dezembro, 2007

Coisas que não mudam #22

Embrulhar presentes*... dá mais gozo embrulhá-los que abri-los :-)
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* Devia ser possível construír um modelo económico que permitisse, sob certas condições, prolongar ad infinitum este estado das coisas (vulgo social welfare). Depois era só garantir a existência dessas pré-condições e gozar a felicidade daí resultante... como é pouco provável que isto seja possível (ainda esta semana ouvi "it takes time to develop a theory"), resta-me dizer: ENJOY!

06 dezembro, 2007

Memórias # 6

Os dias em que o jantar era peixe cozido (normalmente as sextas-feiras) eram recheados de queixas e reclamações. O mesmo se passava com as ervilhas e os espinafres, embora esses não tivessem dia definido para aparecer lá por casa.

Lembro-me do garfo fazer inúmeros trajectos pelo prato mas dificilmente chegava às papilas gustativas e quando chegava, pelo tempo que tinha demorado por entre curvas e contracurvas, estava já o peixe frio e sabia ainda pior do que quando estava quente!

Como tinha de o comer, demorasse o tempo que demorasse, e independentemente das reclamações e lágrimas, mais de contrariedade que de desgosto, a minha mãe sempre ía dizendo: “tens muita sorte, há muitos meninos que bem queriam esse peixinho e não o têm para comer”. Como a comunicação social era perita em exibir, na altura, crianças famintas na Etiópia, eram sempre essas as imagens que me vinham à cabeça com tal conversa.

Vem isto a propósito da Cimeira UE-África. Oxalá a agenda não reflicta as primeiras impressões: parece que o mundo parou com a chegada do Mugabe e com a ausência de Brown. O forte de S. Julião da Barra transformou-se num parque de campismo de luxo, e com vista para o mar, com tendas trazidas directamente da Líbia para hospedar Kadhafi que chegou com uma comitiva de 200 pessoas e há três mil policias destacados para esta operação que vai virar Lisboa do avesso.

Em minha casa também. Não me lembro de alguma coisa se ter feito para aliviar a fome dos “meninos” que provavelmente não teriam morrido se estivessem sentados ao meu lado naquelas sextas-feiras de má memoria Mas lá que se falava falava.

Coisas que não mudam #21

Hanukkah: a altura do ano em que apetece ser judeu... há festa não dois (ou três), mas OITO dias seguidos!! Haja velas!

05 dezembro, 2007

Caprichos #30

Começo a pensar que talvez tenha um problema com botas: 1, 2, fora aquelas que não foram caprichos...

Ditto #53

Patience and perseverance have a magical effect before which difficulties disappear and obstacles vanish.

-- John Quincy Adams

04 dezembro, 2007

Caprichos # 29

Adormecer a consciência ambiental e passar mais do tempo do que o que seria necessário debaixo do chuveiro.
(Principalmente depois de três dias a tomar banho de água fria.)

Numa sala perto de mim #41

Gone Baby Gone, realizado por Ben Affleck, põe o dedo na ferida em relação a tantas questões sociais do presente... consciência, berço, valores, o que está certo e o que é justo. Está muito bem feito!

03 dezembro, 2007

Coisas que não mudam #20

Acordar entre as 4 e as 5 da manhã com os limpa neves lá fora.
Ligar o rádio às 6, já com pouca esperança de adormecer, para ouvir as notícias.
Dia em que cai neve de noite começa-se a trabalhar cedo!

02 dezembro, 2007

Memórias # 5

I don't remember ever having strong feelings about what I wanted to be or do. The exception came at 17 when I made up my mind: I'd apply for college but, in the event I wouldn't succeed, I would shave my head and join the army.

As you can guess, I never shaved my head... the thrill is gone.

Espantos #71

Um dia de vento e as folhas das árvores já lá vão... este Outono foi curto!

No Times de hoje #51

O Times de hoje traz um artigo e um video muuuuito doces... falam do chocolate quente que se pode provar em Nova Iorque nos dias frios que aí vêm. Vai dar um jeitão :-)

Ficam as lojas:

City Bakery, 3 West 18th Street
Jacques Torres Chocolate, 350 Hudson Street and 285 Amsterdam Avenue (@73rd)
Tisserie, 857 Broadway (@17th)
Boqueria, 53 West 19th Street
Bar Jamon, 125 East 17th Street
Five Points, 31 Great Jones Street
La Maison du Chocolat, 1018 Madison Avenue (@78th), 30 Rockefeller Plaza
MarieBelle, 484 Broome Street, 762 Madison Avenue (@65th)

01 dezembro, 2007

Caprichos #28

Capricho da Josefina: ter as mãos dos amigos numa tela... a minha mão é a mais recente.

Sem título # 6

Não parece Dezembro.
Está um lindo dia de sol, como há muitos dias não via, uns 20º e a água do mar a 19º convidando a uma despedida dos bikinis e do Outono.
Neste cenário vi pela cidade as montras cheias de bolas fitas e luzinhas a piscar e jingle bells, nas ruas vazias por ser feriado (os Restauradores, os espanhóis, 1640, lembram-se?) e estar tudo fechado (incrível, não é? Eu também pensei que ainda não tinha saído dos lençois).
Seja como for mentalizei-me, é Dezembro.
De hoje a 23 dias estaremos todos à volta de uma mesa, maior ou menor, com bacalhau ou perú (não sei bem o que este ano me espera), filhós, bolo rei (ou donuts e chocolates, seja) e laçarotes a sair de embrulhos coloridos.

30 novembro, 2007

Sem título #5

Há expressões engraçadas... por exemplo "jump the gun" que em bom português se traduz com pôr o carro à frente dos bois. Em geral é entendida como antecipação indevida ou despropositada, mas também tem a interpretação literal de "saltar a pistola" no caso das falsas partidas em eventos desportivos que começam com um tiro.

29 novembro, 2007

Retirado do contexto #25

me: I'm not clear about the contribution.
him: what is your contribution?
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(life is funny!!)

No Times de hoje #50

O Times traz hoje um artigo sobre a evolução tecnológica dos presentes para as crianças... bem, talvez não seja só a evolução tecnológica, mais importante talvez seja o nível de exigência das crianças e o nível de despreocupação (e de rendimento) dos pais. A verdade é que há um mercado de brinquedos de alta tecnologia (computadores portáteis, telefones móveis, leitores de mp3) para crianças até 3 anos.
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Toy makers and retailers are filling shelves with new tech devices for children ages 3 and up, and sometimes even down. They say they are catering to junior consumers who want to emulate their parents and are not satisfied with fake gadgets.