14 setembro, 2015

Espantos #442

Perspectives / Perspectivas
Left side / Lado esquerdo
Right side / Lado direito
Front / Frente
Jaume Plensa @Frist

11 setembro, 2015

Cores de Outono #29

Já começam a aparecer :-)

10 setembro, 2015

Coisas que não mudam #328

Órgãos em igrejas. Geralmente a palavra que caracteriza o órgão caracteriza, de alguma forma, a respectiva igreja. Ora vejamos:
em Mafra, os órgãos pareceram-me bastante sóbrios (em comparação com outros), talvez pelas linhas direitas rodeadas de mármore;
em Queluz, o órgão, como o palácio, está actualmente em restauro;
o órgão do panteão nacional pareceu-me espalhafatoso no contexto da decoração austera do espaço circundante;
na Igreja de São Vicente de fora o órgão está escondido por trás do altar assim como a igreja no grande edifício do patriarcado;
na Sé de Braga os órgãos são imponentes;
em Tibães o órgão aguarda por melhores dias na esperança de ser restaurado;
na Igreja de Nossa Senhora da Oliveira em Guimarães, o órgão pareceu-me desproporcionalmente grande para a dimensão da igreja... assim como a própria igreja inserida no pequeno Largo da Oliveira;
na catedral de Tui, os órgãos pairam no ar como a Nossa Senhora da Assunção no altar principal;
na Igreja da Misericórdia em Viana do Castelo, apesar da decoração ter sido levada aos limites em todos os sentidos, tudo parece adequado e proporcional, até os órgãos;
na catedral de Santiago de Compostela os órgãos são gigantes;
ainda em Santiago, no antigo Mosteiro de São Martinho Pinário, os órgãos são bastante decorados.

09 setembro, 2015

Caprichos #382

Os portugueses sabem que no norte se come muito bem. O Minho, não é excepção. Das muitas refeições que fizémos pela região ficaram na memória os mais variados tipos de peixe grelhado (de que não há registo fotográfico... toda a gente sabe que o peixe grelhado se come de imediato e sem demoras assim que chega à mesa!) e o bacalhau com broa acompanhado de batatas a murro e grelos. Os minhotos (plural e não singular pois ouvimos tal de mais que um) são muito orgulhosos dos seus grelos que apenas existem no Minho e na Galiza... não sei se serão grelos de determinado tipo, mas que eram bons eram!
A Galiza é região de imenso marisco. Nas várias rias ao longo da costa vêm-se centenas de estruturas de viveiros que criam os mais variados bivalves. Sabem os espanhóis que com comida galega é difícil ficar mal. Comprovam-no os petiscos galegos encontrados um pouco por toda a Espanha como o pulpo a gallega, os pimientos de padrón (e eu que pensava que padrón se referia ao tipo de pimento, mas afinal trata-se da localidade de onde veem os ditos pimentos... Padrón fica a 30km de Santiago de Compostela!), e a tarta santiago (com a espada homónima).

08 setembro, 2015

Pedaços de Santiago #2

Santiago de Compostela tem ainda:
pormenores escultóricos de interesse,
muitos conventos e mosteiros, uns em funcionamento
outros já desactivados, agora museus visitáveis
com a perspectiva da clausura;
tem também fontes à moda do Minho...
...melhor dito, à moda do Noroeste ibérico;
ruas com nomes engraçados (!);
no Museo do Pobo Galego há três escadarias em espiral dignas de nota
espectaculares pela construção e intrigantes pelo propósito;
no museu há também elementos da cultura local
como a renda de bilros
e as gaitas!

07 setembro, 2015

Coisas que não mudam #327

Para além de chapéu, cajado e mouros, São Tiago está também indelevelmente associado à concha da vieira e à espada. A concha em forma de leque é o símbolo que guia os peregrinos por todos os caminhos que vão dar a Santiago, mas tanto a concha como a espada se encontram um pouco por toda a cidade, juntos ou separados. Por exemplo:
na fachada da catedral
na ocasional gárgula (em forma de canhão) de esquina
nas grandes portas da igrejas, em madeira,
ou em ferro,
nos portões internos do parador de Santiago
e também nas mobílias do parador,
no chapéu do peregrino
dentro da catedral
e até no túmulo do apóstolo.

06 setembro, 2015

Espantos #441

A dupla face de São Tiago. Por um lado São Tiago é conhecido como o peregrino uma vez que pregou em Espanha ("os confins da terra" conhecida de então) onde não teve grande sucesso, pelo que terá regressado novamente a Jerusalém onde viria a morrer no ano 44 DC. É desta vertente de São Tiago que vêm os elementos de peregrino como o cajado ou o chapéu e que se vê abundantemente em Santiago de Compostela.
Menos frequentes mas ainda assim bem presentes em Santiago, são as imagens da outra vertente de São Tiago, o Mata-Mouros. Contam as lendas que São Tiago terá aparecido miraculosamente em várias batalhas decisivas da reconquista cristã em Espanha que lhe deram esse outro apelido. Nesta versão, São Tiago aparece montado num cavalo matando à espada os mouros que caem pelo chão de mãos no ar em aplacação.
Escreveu Cervantes em Dom Quixote de la Mancha: "Santiago Mata-Mouros é um dos mais valorosos santos e cavaleiros que o Mundo alguma vez teve; foi dado a Espanha por Deus, como seu patrono e para sua protecção." São Tiago é até hoje patrono dos exércitos português e espanhol, para eles Santiago Matamoros.

05 setembro, 2015

Pedaços de Santiago #1

A última paragem foi Santiago de Compostela, onde sobressai o granito
principalmente na ampla praça central com a câmara municipal, o parador de Santiago (construído no século XV como hospital de peregrinos),
um pequeno edifício da universidade local e a magnifica catedral,
com capelas laterais que por si só constituiriam impressionantes igrejas,
o tal do botafumeiro,
e os restos mortais do apóstolo peregrino.
Para além disso (e do mau tempo), Santiago tem ainda belíssimas igrejas que não se comparam à catedral, mas que revelam pormenores bem interessantes:
como a Igreja de São Frutuoso (que nunca vimos aberta) com as figuras do baralho espanhol no topo da fachada principal,
a igreja do Mosteiro de São Martinho Pinário com uma escadaria invertida (que desce para a porta de entrada num plano inferior),
ou a Igreja das Almas que por cima da entrada tem uma escultura representativa das almas que ardem no fogo lento do purgatório.
(mais pedaços em breve)