Hattie McDaniel won the oscar for best supporting actress 76 years ago, for her role as Mammy in Gone with the Wind. Responding to criticism from the black community for continuing to accept roles of servant she said I'd rather play a maid than be one.
29 fevereiro, 2016
Ditto #322
Truly for some men, nothing is written unless they write it.
--Sherif Ali, in Lawrence of Arabia, played by Omar Sharif (1932-2015), remembered today at the oscars
--Sherif Ali, in Lawrence of Arabia, played by Omar Sharif (1932-2015), remembered today at the oscars
27 fevereiro, 2016
Caprichos #396
Porque algumas coisas são especiais e não se devem perder
Because somethings are special and should not be lost
26 fevereiro, 2016
Ditto #321
There is one thing stronger than all the armies in the world: and that is an idea whose time has come.
--Victor Hugo, born on this day in 1802
25 fevereiro, 2016
Palavras lidas #268
Becoming Bostonian
by Lawrence Kessenich
I hear the music of seven languages
on a four-block stretch of Harvard Square,
see the copper glow of the Hancock
Tower at sunset, feel the familiar
bump of cobblestones under my feet.
Mark Twain said people in New York ask
“How much is he worth?” while Bostonians
ask “How much does he know?” That burning
desire to discover keeps the city humming,
yet we’re grounded in history, too,
still treading on sidewalks made of
baked clay. I stand
one night on Beacon Hill, gaze up at the
few stars city lights allow to shine,
feel myself stretched between past and future
the pull of the earth on which
our forefathers stood, the pull of the moon,
which they could not have dreamed their descendants
would visit. Or perhaps they did.
One historian reports that
“there were books on Beacon Hill while wolves
still howled from the summit.” Perhaps some
Englishman closed his book one night and stood
where I stand, dreaming of what we’ve become.
by Lawrence Kessenich
I hear the music of seven languages
on a four-block stretch of Harvard Square,
see the copper glow of the Hancock
Tower at sunset, feel the familiar
bump of cobblestones under my feet.
Mark Twain said people in New York ask
“How much is he worth?” while Bostonians
ask “How much does he know?” That burning
desire to discover keeps the city humming,
yet we’re grounded in history, too,
still treading on sidewalks made of
baked clay. I stand
one night on Beacon Hill, gaze up at the
few stars city lights allow to shine,
feel myself stretched between past and future
the pull of the earth on which
our forefathers stood, the pull of the moon,
which they could not have dreamed their descendants
would visit. Or perhaps they did.
One historian reports that
“there were books on Beacon Hill while wolves
still howled from the summit.” Perhaps some
Englishman closed his book one night and stood
where I stand, dreaming of what we’ve become.
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24 fevereiro, 2016
Parece que estou a ouvir #214
Rather, an evening with Jonas Kaufmann to the sound of Puccini. Last summer's concert at Teatro Alla Scala in Milan, was in movie theaters this night only. Remarkable and handsome Kaufmann, sang from memory and brought back all of Puccini's tenor arias and a little more in five encores... non ti scorderò!
_______
_______
per Roberto Casalino e Tiziano Ferro
Partirono le rondini dal mio
Paese freddo e senza sole
Cercando primavere di viole
Nidi d'amore e di felicità
La mia piccola rondine parte
Senza lasciarmi un bacio
Senza un addio parte
Non ti scordar di me
La vita mia legata a te
Io t'amo sempre più
Nel sogno mio rimani tu
Non ti scordar di me
La vita mia legata a te
C'è sempre un nido nel mio cor per te
Non ti scordar di me
Non ti scordar di me
La vita mia legata a te
C'è sempre un nido nel mio cor per te
Non ti scordar di me
Partirono le rondini dal mio
Paese freddo e senza sole
Cercando primavere di viole
Nidi d'amore e di felicità
La mia piccola rondine parte
Senza lasciarmi un bacio
Senza un addio parte
Non ti scordar di me
La vita mia legata a te
Io t'amo sempre più
Nel sogno mio rimani tu
Non ti scordar di me
La vita mia legata a te
C'è sempre un nido nel mio cor per te
Non ti scordar di me
Non ti scordar di me
La vita mia legata a te
C'è sempre un nido nel mio cor per te
Non ti scordar di me
22 fevereiro, 2016
Palavras lidas #267
No mundo a delirar para quem o louco és tu...
Se podes crer em ti com toda a força de alma
Quando ninguém te crê... Se vais faminto e nu,
Trilhando sem revolta um rumo solitário...
Se à torva intolerância, à negra incompreensão,
Tu podes responder subindo o teu calvário
Com lágrimas de amor e bênçãos de perdão...
Se podes dizer bem de quem te calunia...
Se dás ternura em troca aos que te dão rancor
(Mas sem a afectação de um santo que oficia
Nem pretensões de sábio a dar lições de amor)...
Se podes esperar sem fatigar a esperança...
Sonhar, mas conservar-te acima do teu sonho...
Fazer do pensamento um arco de aliança,
Entre o clarão do inferno e a luz do céu risonho...
Se podes encarar com indiferença igual
O triunfo e a derrota, eternos impostores...
Se podes ver o bem oculto em todo o mal
E resignar sorrindo o amor dos teus amores...
Se podes resistir à raiva e à vergonha
De ver envenenar as frases que disseste
E que um velhaco emprega eivadas de peçonha
Com falsas intenções que tu jamais lhes deste...
Se podes ver por terra as obras que fizeste,
Vaiadas por malsins, desorientando o povo,
E sem dizeres palavra, e sem um termo agreste,
Voltares ao princípio a construir de novo...
Se puderes obrigar o coração e os músculos
A renovar um esforço há muito vacilante,
Quando no teu corpo, já afogado em crepúsculos,
Só exista a vontade a comandar avante...
Se vivendo entre o povo és virtuoso e nobre...
Se vivendo entre os reis, conservas a humildade...
Se inimigo ou amigo, o poderoso e o pobre
São iguais para ti à luz da eternidade...
Se quem conta contigo encontra mais que a conta...
Se podes empregar os sessenta segundos
Do minuto que passa em obra de tal monta
Que o minuto se espraie em séculos fecundos...
Então, ó ser sublime, o mundo inteiro é teu!
Já dominaste os reis, os tempos, os espaços!...
Mas, ainda para além, um novo sol rompeu,
Abrindo o infinito ao rumo dos teus passos.
Pairando numa esfera acima deste plano,
Sem receares jamais que os erros te retomem,
Quando já nada houver em ti que seja humano,
Alegra-te, meu filho, então serás um homem!
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Poesia-Poetry
21 fevereiro, 2016
Numa sala perto de mim #333
45 years (2015) into a marriage when an event from the past makes itself known. The problem with this kind of movie is the high expectation.
20 fevereiro, 2016
Palavras lidas #266
Adamastor, painel de azulejos no Palace Hotel do Buçaco
Os perigos, angústias e tragédias* enfrentadas pelos portugueses ao longo de séculos em alto mar marcaram de forma indelével a literatura e a arte portuguesas desde o século XVI. E continuam a marcar. Ficam alguns exemplos.
________
L
-«Eu sou aquele oculto e grande Cabo
A quem chamais vós outros Tormentório,
Que nunca a Ptolomeu, Pompónio, Estrabo,
Plínio e quantos passaram fui notório.
Aqui toda a Africana costa acabo
Neste meu nunca visto Promontório,
Que pera o Pólo Antártico se estende,
A quem vossa ousadia tanto ofende.
LI
Fui dos filhos aspérrimos da Terra,
Qual Encélado, Egeu e o Centimano;
Chamei-me Adamastor, e fui na guerra
Contra o que vibra os raios de Vulcano;
Não que pusesse serra sobre serra,
Mas, conquistando as ondas do Oceano,
Fui capitão do mar, por onde andava
A armada de Neptuno, que eu buscava.
Os Lusíadas, Canto V, estrofes L e LI (excerto da passagem do episódio do Gigante Adamastor)
__________
LXVII
Adamastor cruel!... De teus furores
Quantas vezes me lembro horrorizado!
Ó monstro! Quantas vezes tens tragado
Do soberbo Oriente os domadores!
Parece-me que entregue a vis traidores
Estou vendo Sepúlveda afamado,
Co'a esposa, e co'os filhinhos abraçado
Qual Mavorte com Venus e os Amores.
Parece-me que vejo o triste esposo,
Perdida a tenra prole e a bela dama,
Às garras dos leões correr furioso.
Bem te vingaste em nós do afouto Gama!
Pelos nossos desastres és famoso:
Maldito Adamastor! Maldita fama!
Rimas, Bocage
__________
IV
O MOSTRENGO
O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:
«El-Rei D. João Segundo!»
«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso,
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um Povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo;
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»
Mensagem, Fernando Pessoa
__________
*Haverá forma mais portuguesa de começar um post?
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19 fevereiro, 2016
Palavras lidas #265
The Danger of Wisdom
by Jack Gilbert
To be reasonable. We go hungry
amid the giant granaries
this world is. We store up plenty
for when we are old and mild.
It is our strength that deprives us.
Like Keats listening to the doctor
who said the best thing for
tuberculosis was to eat only one
slice of bread and a fragment
of fish each day. Keats starved
himself to death because he yearned
so desperately to feast on Fanny Brawne.
Emerson and his wife decided to make
love sparingly in order to accumulate
his passion. We are taught to be
moderate. To live intelligently.
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Palavras lidas,
Poesia-Poetry
18 fevereiro, 2016
17 fevereiro, 2016
Ditto #320
There are no dangerous thoughts; thinking itself is a dangerous activity.
--Hannah Arendt, who also said not thinking is even more dangerous
--Hannah Arendt, who also said not thinking is even more dangerous
16 fevereiro, 2016
Numa sala perto de mim #332
Hannah Arendt (2013) calling attention to the fact that the greatest evil in the world is committed by nobodies. The architects of evil are often not the mass executers. Great minds think and question. Hannah Arendt herself gave the world a lot to think about, and the movie is a wonderful window to her thoughts.
15 fevereiro, 2016
Numa sala perto de mim #331
Brooklyn (2015), nominated for best picture*, tells the early 1950s story of a young Irish emigrant in Brooklyn. A reluctant departure from Ireland results in homesickness and a difficult adjustment to work and home life, but things start turning up and stabilize. An unexpected return puts all in a different perspective, once the idealized view of home is within reach.
_________
* In addition to Brooklyn, this year's nominees are The Big Short, Bridge of Spies, Mad Max: Fury Road, The Martian, The Revenant, Room, and Spotlight. Saoirse Ronan is also nominated for best actress.
14 fevereiro, 2016
13 fevereiro, 2016
12 fevereiro, 2016
10 fevereiro, 2016
Num país a fingir #54
Atestar um depósito de gasolina (da menor octanagem disponível):
- 7 Fev. 2016 em Lisboa, Portugal: custo total €57.63, 42.88 litros de gasolina 95 oct, €1.344/litro
- 8 Fev. 2016 em Nashville TN: custo total $16.36, 10.99 galões de gasolina 87 oct, $1.489/galão
Feitas as conversões (1 galão = 3.78541 litros, US$1 = €0.89) temos:
Lisboa
€57.63=$65.10, 42.88 lt = 11.33 gal, €1.344=$1.52/lt ou seja €5.09=$5.75/gal
Nashville
$16.36=€14.49, 10.99 gal = 41.60 lt, $1.489=€1.32/gal ou seja $0.39=€0.35/lt
Seja qual for a forma de fazer a conta, este fim de semana um português pagou 3.84 vezes mais por um litro de gasolina que um americano. Por outras palavras, paga-se mais por um litro de gasolina em Portugal que por um galão (que são quase quatro litros) nos EUA. A diferença será ainda maior em breve devido ao aumento da carga fiscal sobre os produtos combustíveis. Em época de queda notável do preço internacional do petróleo, desce o preço da gasolina nos EUA e sobe em Portugal. É assim que a dupla Centeno/Costa pretende fazer crescer a economia nacional. Está tudo dito!
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09 fevereiro, 2016
Pormenores #130
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