18 novembro, 2008

Espantos #151


Like so many other aspects of life, the English language, never ceases to amaze me. In particular, how the addition of prepositions (not necessarily but also, ideomatic expressions) to words* can slightly or dramatically change its meaning... in this case off. Here are some examples (with a little help from google):

buzz off: to leave immediately
call off: to cancel
cut off: interrupt; remove
cutoff: designated limit
dance off: a dancing competition
dash off: write quickly
doze off: to fall into a light sleep unintentionally
drop off: to leave someone/something somewhere
face-off: neutral throw awarded by the referee
fend off: to prevent the occurrence of
flip off: to give someone the finger
get off: to leave
go off: to explode
kill off: to exterminate
layoff: temporary discharge of workers
nod off: to fall asleep
pan off: to wash dirt in a pan to separate precious minerals
piss off: to annoy, anger
pull off: to succeed at something difficult 
put off: to postpone
standoff: a term used to describe a tie
send off: wish a good trip
show off: to boast
switch off: to cause to stop
take off: to depart from the ground; leave; remove
tradeoff: exchange made in order to achieve a compromise
turn off: to cause to stop
wear off: fade away

... and the very latest I've learned: cook-off a cooking contest.
_________

*Also known as phrasal verbs. English natives never heard about this beginner's nightmare.

Sem título #9

Há coisas que me põem a pensar... não é preciso muito.  

Tenho vários relógios, capricho de irmã (verdadeira coleccionadora) que tem ainda mais relógios do que eu. Por capricho ou pirraça, ela oferece-me um relógio cada natal ou aniversário (são tão perto um do outro que não se distinguem se quero lembrar o que me foi oferecido numa ou noutra ocasião), independentemente de eu lhe dizer que não preciso de tantos relógios e que ter tantos é um bocado ofensivo para quem não tem nenhum ou para quem não pode comprar outras coisas mais essenciais que relógios. A verdade é que já me habituei a eles e que gosto de trocar conforme a roupa ou o humor, por isso já não acho que seja pirraça... é mesmo gosto adquirido por insistência.

Com a habituação desenvolve-se gosto não pela cor mas pelo modelo: leve e colado ao pulso é mais confortável. Ainda me arrepia um bocado pensar assim devido àquilo que considero superfluo, mas agora que até já tenho um cabide (oferecido no natal ou aniversário do ano passado) para os pendurar nem tinha graça ter só um. Preocupa-me bem mais a quantidade absurda de sapatos que tenho... não sou uma Imelda Marcos, mas ela terá talvez começado assim. Mas adiante.

Vem isto a propósito do conceito de infinito aplicado ao tempo. Três dos relógios fazem um barulho considerável com o tic-tac do ponteiro dos segundos no silêncio da casa.  Certos dias batem todos ao mesmo tempo, como se fossem um só, mas noutros ouvem-se três distintos sons durante um só segundo. E muitos mais se poderiam ouvir pois entre um segundo e outro vai uma infinidade (se bem que limitada no tempo... o infinito confunde-me!) de unidades de tempo, cada uma podendo ter um som associado.  Claro que o ouvido humano só processa determinado número de tics por segundo, mas isso não quer dizer que mais não possam existir.  

Ora, dado que não ando a acertar relógios todos os dias, a variação dos tics dos relógios (ora todos ao mesmo tempo ora, passado alguns dias, todos em tempos diferentes) só pode querer dizer que os relógios não funcionam todos ao mesmo passo. Pilha fraca também está de parte, visto que nenhum deles se adianta ou atrasa em relação aos outros ou em relação ao tempo. A menos que me esteja a falhar alguma coisa, parece-me que a única explicação possivel é a de os relógios (podendo ser apenas um ou todos três) que são usados durante o dia regressam ao cabide à noite com um passo ligeiramente diferente, que não causa atraso ou adiantamento que se note. 

Explicação para isto não tenho.  O que sei é que o relógio que recebi há dois anos pelo natal (ou pelos anos) não funcionava no meu pulso, embora funcionasse na perfeição no pulso de uma amiga minha que "contratei" por um dia para uma experiência. A minha amiga, que gosta da série "Heroes" onde os personagens têm diferentes superpoderes, disse que a capacidade de parar o tempo só podia ser uma coisa boa! Eu estava mais inclinada para o facto de ser um relógio fino, colado ao pulso, de bracelete pouco maleável, que quando usado no braço esquerdo faria contacto com a área entre o pulso e a mão no local do acerto, tudo isto combinado com um material não muito resistente por parte daquele relógio específico, daí a paragem.

Tudo tem uma explicação... esta de os relógios baterem e deixarem de bater ao mesmo tempo é que não estou bem a ver qual é.

Palavras lidas # 63

O Poço do Bacalhau é uma poça larga à saída do porto da Fajã Grande (...); recebe água de uma longa cascata que esbarra num maciço de pedras e se dispersa por uma grande rocha, até voltar a reunir o caudal na poçada. Depois segue o seu caminho até ao mar, por um regato simpático. É um recanto capaz de pôr muitos deuses e divindades a roer as unhas de inveja; tive a sorte de o encontrar deserto durante mais de quarenta minutos.

(Pág. 217)

16 novembro, 2008

Pormenores #36


Aos domingos de manhã sabe bem mudar de cenário :-)

Ditto #97

In physics, you don't have to go around making trouble for yourself - nature does it for you.

-- Frank Wilczek

Parece simples

Não posso envolver-me numa campanha eleitoral se não estiver de acordo com o programa político nem com as políticas. Nem posso apoiar pessoas que nada têm a ver comigo, quer do ponto de vista político quer de outros pontos de vista.

Manuel Alegre, hoje, no Diário de Notícias

15 novembro, 2008

No Times de hoje #77

A estação central de Nova Iorque sempre me fascinou, não só pelo belissimo prédio (por dentro e por fora), mas também pela azáfama presente a qualquer momento que por se lá passe.  O New York Times de hoje traz um artigo que fala apenas sobre estação que tem muito mais que comboio e metro... vai servir de "conselho útil" muito em breve!

Numa sala perto de mim #66


Revi hoje Goodbye Lenin e saí da sala com pensamentos diferentes do que da primeira vez que vi o filme. O enredo é uma sequência de mentiras depois da queda do muro de Berlim, para fazer crer a uma das personagens que nada mudou desde que entrou em coma semanas antes de o muro cair. Essas mentiras não eram muito diferentes daquelas que sustentaram a maior mentira do século XX. Mas como da primeira vez, ficou-me na cabeça a maravilhosa banda sonora de Yann Tiersen.

14 novembro, 2008

Foi neste dia #109 (1719, 1740)

A história tem coincidências interessantes. Os pais do Wolfgang e do Ludwig (de seus nomes Leopold e Johann) nasceram ambos a 14 de Novembro, mas de anos diferentes: 1719 e 1740 respectivamente.

13 novembro, 2008

Palavras lidas # 62

O mar era a antítese do de há dois dias, quando ali estivera: era calmo e lânguido. O barco, um semi-rígido, arrancou rumo ao mar alto levando sete de nós, todos equipados com máquinas digitais e coletes salva-vidas cor de laranja. O piloto, o skipper, tinha um aspecto muito profissional; atrás dele, numa estrutura de alumínio, o ex-baleeiro foi pendurado durante as três horas da viagem. Nós, os passageiros, íamos na proa: olhos franzidos e pele amarrotada pelo vento, num esforço para detectar, primeiro que todos, o bafo característico das baleias. Mas o momento alto da expedição é quando a baleia se cansa de ser centro das atenções e vira o rabo à malta: "Vai virar, vai virar!" grita o ex-baleeiro habituado àquelas andanças. Colamos instantaneamente as máquinas à testa e... "bangue!" soam no ar os "pipips" próprios do universo digital, conforme a grande cauda, a cinquenta metros do barco, desaparece na água.

Pág. 165

Retirado do contexto #68

...e me deu uma vontade...

Espantos #150

Previsões meteorológicas para 13 de Novembro de 2008
...diferenças de exactamente 9 graus!

12 novembro, 2008

Numa sala perto de mim #65

Ingmar Bergman's (and Mozart's) The Magic Flute, 1975

11 novembro, 2008

Caprichos #71

assadas

e descascadas :-)

Coisas que não mudam #68

Em dia de S. Martinho não pode falhar :)

10 novembro, 2008

Coisas que não mudam #67

Celebração a 10 de Novembro

Palavras lidas # 61

Até se avistar o Pico da Caldeirinha, a paisagem organiza-se em rectângulos de pastagens extensas e de inclinação variável. O mar fica cada vez mais longe e perdemos a charneira que o liga à costa, lá em baixo. O Pico, do outro lado do canal, tinha o seu chapéu de nuvens posto e espreitava desconfiado. A determinada altura ascendi a uma plataforma atapetada de verde viçoso, com pequenas lagoas aqui e além, escondidas em crateras que impunham à estrada as curvas.
Na base do Pico da Esperança, uma lápide ostenta os nomes das vítimas de um acidente de aviação em 1999. Não havia ninguém com quem partilhar a beleza do espaço e o fantasma da tragédia. Recordei como fora tão distante e virtual quando acompanhara a partir de um sofá, na sala de estar de um apartamento em Lisboa; ouvira então os relatos dos bombeiros, incapazes de orientar o salvamento no inóspito território. A lápide homenageia somente por estar, pela lembrança perene do nome escrito; esse nome que leva gente a tanto, mas que é tão volátil como eu dizer que estava no ponto mais alto do dragão de rocha de Raul Brandão, chamado São Jorge, e responderem-me que São Jorge não é nome de dragão mas de quem o mata. (...)

(Pág. 143)

09 novembro, 2008

No Times de hoje #76

Para aqueles que ainda se perguntam quais serão os efeitos reais da crise, depois dos episódios mais ou menos frequentes de intervenção dos governos nos sectores bancário e financeiro, o artigo Stunned Icelanders Struggle After Economy’s Fall responde a todas as possíveis questões.  O país em forma de peixe protagonizou o mais rápido crash de sempre em tempos de paz e cotinuará a sofrer as suas consequências. Os processos de recuperação sempre foram mais lentos que os de queda... bom seria que mais uma vez a Islândia surpreendesse!  Para além dos tradicionais efeitos da crise, o artigo foca os casos individuais de trabalhadores que perderam o emprego em duas semanas e de pequenos empresários que de um dia para o outro deixaram de poder pagar as encomendas internacionais já a caminho devido à desvalorização a pique da krona. Vale mesmo a pena ler!

08 novembro, 2008