30 abril, 2006

Dimsum




De longe a melhor comida chinesa que já provei. Aqui apenas uma amostra: beringela com camarão, dumpling de vegetais e camarão, e noodle de camarão. Não pode melhorar!!

John Kenneth Galbraith

John Kenneth Galbraith, o economista que obrigou a sociedade a ver-se ao espelho, morreu ontem aos 97 anos em Cambridge, Massachusetts.

Celebrando


Saltar por Buda
No próximo dia 5 de Maio, Buda faz anos e os festejos já começaram na Coreia do Sul, onde um terço da população é budista. Os soldados sul-coreanos não são excepção à alegria que rodeia o aniversário e saltam de contentamento perto do templo de Chogye, em Seul. (Ahn Young-joon/AP)

Palavras lidas #6 (Lisbon dawn)

10 and 11.9.1931

"Contrary to the sunny custom of this bright city, the successive rows of houses, the empty lots, the ragged outline of roads and buildings have, since early morning, been wrapped in a light blanket of mist that the sun has slowly turned gold. Towards midmorning the soft fog began to unravel and, tenuously, in shadowing gusts like the lifting of veils, to vanish. By ten o’clock, the only remaining evidence of the vanished mist was a slight hesitancy in the blue of the sky.

As the mask of veils fell away, the features of the city were reborn. The day, which had already dawned, dawned anew, as if a window had suddenly flung open. The noises in the streets took a slightly different quality, as if they too had only just appeared. A blueness insinuated itself even into the cobblestones and the impersonal auras of the passers-by. The sun was hot but gave off a humid heat as if infiltrated by the now non-existent mist.

I’ve always found the awakening of a city, whether wreathed in mists or not, more moving than sunrise in the country. There is a stronger sense of rebirth, more to look forward to; the sun, instead of merely illuminating the fields, the silhouettes of trees and the open palms of leaves with first dark than liquid light and finally with pure luminous gold, multiplies its every effect in windows, on walls, on roofs […]. Seeing dawn in the countryside does me good, seeing dawn in the city affects me both good and ill and therefore does me even more good. For the greater hope it brings me, it contains, as does all hope, the far-off, nostalgic aftertaste of unreality. Dawn in the countryside just exists; dawn in the city overflows with promise. One makes you live, the other makes you think. And, along with all the other great unfortunates, I’ve always believe it better to think than to live."

The Book of Disquiet
, Bernardo Soares

Ainda da minha janela

Boston University, College of Arts and Sciences

28 abril, 2006

Primavera na Madeira



É a Festa da Flor a decorrer este fim de semana na Madeira.

Pensar em fazer...

"What we think, or what we know, or what we believe is, in the end, of little consequence. The only consequence is what we do."
- John Rushin

Pormenores #5

575 Beacon Street, Boston, Massachusetts

27 abril, 2006

Tem uma caneta que me empreste? # 3

Não.... ainda nao acabou a saga!!
Depois de sabermos que tiveram de ser suspensos os trabalhos no Plenário no dia 12 de Abril por falta de quorum, ficámos hoje a saber da justificação, ou não, dos Srs. Deputados faltosos.

Parece que é assim:

Dos 250 deputados da Nação 107 faltaram à dita sessão plenária;
Destes 107, 84 justificaram a sua falta;
Destes 84, 66 viram justificadas as suas faltas porque:
* 46 estavam em trabalho político perfeitamente fundamentado
* 13 estavam doentes
* 3 estavam de luto
* 2 tinham sido pais
* 2 assistiam a familiares doentes

Sobram 18 faltosos que apresentaram justificação: 11 enviaram notificação com o motivo da falta mas não requereram a sua justificação e 7 apresentaram justificações recusadas por falta de fundamento legal.

Se a matemática não me falha faltam ainda 23!!! Aguardam-se as restantes justificações, se é que ainda vão aparecer! Começo a duvidar.

Primavera em Boston

De Manuel Cargaleiro

26 abril, 2006

Foi neste dia #21 (1986)

O desastre nuclear de Chernobyl aconteceu há 20 anos.

25 abril, 2006

Como alguém lembrou hoje

O portugal futuro é um país
aonde o puro pássaro é possível
e sobre o leito negro do asfalto da estrada
as profundas crianças desenharão a giz
esse peixe da infância que vem na enxurrada
e me parece que se chama sável

Mas desenhem elas o que desenharem
é essa a forma do meu país
e lhe chamem elas o que lhe chamarem
portugal será e lá serei feliz

Poderá ser pequeno como este
ter a oeste o mar e a espanha a leste
tudo nele será novo desde os ramos à raiz

À sombra dos plátanos as crianças dançarão
e na avenida que houver à beira-mar
pode o tempo mudar será verão

Gostaria de ouvir as horas do relógio da matriz
mas isso era o passado e podia ser duro
edificar sobre ele o portugal futuro

Ruy Belo

(Um "Portugal maior", digo eu)

Ça va pas changer le monde...

Em dia 25 vários pensamentos dispersos me inundam o pensamento:

1. o cravo ausente na lapela do presidente. Já era tempo de alguém ter coragem de o fazer, é apenas um símbolo... nada mais!
2. a via láctea que brilha por pózinhos mínimos de milhões de biliões de estrelas.
3. um país que se agarra a mais um nostálgico feriado para ficar de barriga ao sol em vez de arregaçar mangas e trabalhar. Aproveita a maré para mais um feriado a abrir o mês de Maio daqui a uma semana.

E apesar de não ser directamente a propósito vem-me à cabeça a música Ça va pas changer le monde... certos versos assentam que nem uma luva!
_______

C'est drôle, tu es partie,
Et pourtant tu es encore ici,
Puisque tout me parle de toi:
Un parfum de femme, l'écho de ta voix.
Ton adieu, je n'y crois pas du tout,
C'est un au revoir, presqu'un rendez-vous...

ça va pas changer le monde,
Il a trop tourné sans nous.
Il pleuvra toujours sur Londres...
ça va rien changer du tout.
Qu'est-ce que ça peut bien lui faire,
Une porte qui s'est renfermée?
On s'est aimés, n'en parlons plus,
Et la vie continue.

ça va pas changer le monde
Que tu changes de maison.
Il va continuer, le monde,
Et il aura bien raison.
Les poussières d'une étoile,
C'est Ça qui fait briller la voie lactée...
On s'est aimés, n'en parlons plus,
Et la vie continue.

ça va pas changer le monde,
Ça va pas le déranger.
Il est comme avant, le monde,
C'est toi seule qui as changé.
Moi, je suis resté le même,
Celui qui croyait que tu l'aimais...
c'était pas vrai, n'en parlons plus,
Et la vie continue.

(Joe Dassin)

E continuam a não saber


Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho alácre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
para-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superficie lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos duma criança.

(António Gedeão)

22 abril, 2006

Via Láctea




"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso"! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora! "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las:
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".

Olavo Bilac

21 abril, 2006

Limites


"Cleópatra - Se é mesmo amor o que sentes, diz-me quanto.
António - É de mendigo o amor que se deixa contar.
Cleópatra - Vou impôr uma fronteira ao teu amor por mim.
António - Precisarás de um novo céu, uma nova terra."

(António e Cleópatra, William Shakespeare)

Foi neste dia #20 (1985)

Foi a 21 de Abril de 1985 que Ayrton Senna ganhou o seu primeiro grande prémio de Formula 1, no Estoril. Começou neste dia, há 21 anos, uma brilhante carreira de vitórias, ganhando 41 grandes prémios em 9 anos.