26 agosto, 2011

Espantos #301

Pouco depois de um sismo 5.9 na escala de richter, sentido desde a Georgia ao Maine, agora a costa leste prepara-se para o furacão Irene. O percurso previsto desta tempestade é assustador...

Junto à costa, mas com grande parte do percurso sempre sobre o oceano, o furacão poderá atingir em força milhões de pessoas, desde as praias (agora cheias) da Carolina do Norte, passando pelas zonas mais densamente povoadas do nordeste (Washington DC, Baltimore, Filadélfia, Nova Iorque, Boston), até ao Quebec no Canadá.

Ver que a área de danos potenciais graves inclui a totalidade dos estados de New Jersey, Connecticut, Massachusetts e Vermont e parcialmente os estados de Maryland, Pennsylvania, Nova Iorque, e New Hampshire não é animador para ninguém.

Os Americanos podem ser exagerados ao defender procedimentos de segurança extremos que incluem evacuações obrigatórias prévias de zonas baixas ou de ilhas paralelas à costa, o cancelamento adiantado de eventos de rua já autorizados assim como de eventos desportivos ao ar livre, a possível paragem total de todo o sistema de transportes públicos em NYC, a recomendação urgente de aprovisionamentos de bens de consumo essencial, ou mesmo a preparação de uma mala de emergência na eventualidade de ser necessário evacuar imediatamente. A frase que fica é mesmo 

"what we have to do is assume the worst, prepare for that, and hope for the best." 

Com a possibilidade de um acontecimento desta dimensão, que poderá causar a maior destruição nos últimos 50 anos, ainda bem que eu só estarei em Boston dentro de duas semanas! Pelo Tennessee, tudo calmo. Para os próximos dias prevê-se a continuação do verão com temperaturas acima de 30 graus.

Esperemos que a Irene seja prima do Gordon e que vá fazer danos para o mar, sem causar danos em terra. Seria uma grande falha dos sistemas de previsão meteorológica existentes... mas seria muito bem vinda!

25 agosto, 2011

English in the South

Sul nos Estados Unidos é diferente de sul em qualquer outro lugar. Não se trata de um conceito meramente geográfico, mas antes de designar a parte do país que tem uma herança histórica diferente do resto. Era no sul que havia plantações de algodão, era no sul que havia mão de obra escrava e foi o sul que perdeu a guerra civil entre 1861 e 1865. Tudo isto são águas passadas, mas o sul é ainda hoje muito mais tradicional que as regiões do nordeste ou do oeste e é no sul que ainda existe uma delicadeza de linguagem ímpar. Segue-se um breve diálogo de há dias, no sul...

professor are you aware of the requirements of the program?
student yes ma'am.
professor do you have any questions?
student no ma'am.

Pormenores #68

Everything in life is a matter of perspective... 

22 agosto, 2011

Numa sala perto de mim #162

Senna (2010) documenta o percurso do melhor piloto de F1 de todos os tempos, somente com imagens até 1994. É como ver um clássico que se sabe como acaba, mas que até ao fim se espera que termine de forma diferente... só desta vez.

21 agosto, 2011

Foi neste dia #149 (1959)


Há precisamente cinquenta e dois anos o Hawai'i juntava-se aos EUA como o quinquagésimo estado americano e o segundo não contíguo. O quadragésimo-nono, o também não contíguo Alaska, tinha-se juntado no princípio desse mesmo ano de 1959 a 3 de Janeiro.

Espantos #300

Remote license plates...



19 agosto, 2011

No Times de hoje #133

An article in the Times today talks about the traditional and modern city of Santiago de Compostela... and I ask myself how come I've never been!

17 agosto, 2011

Pedaços do Hawai'i (leia-se Hauai-í)

O Hawai'i tem tantas coisas que o difícil é dizê-las todas... mas vamos lá:

a fantástica cidade de Honolulu (qual Rio de Janeiro na ilha de Oahu) com a sua cratera de punchbowl;

paisagens virgens na ilha (privada) de Lana'i que até meados dos anos 80 produzia ananases, mas onde agora já nada se planta... mantém-se selvagem para os turistas de resort;

gente genuinamente simpática, divertida e prestável;

praias de catálogo de agência de viagens,

especialmente aprazíveis ao fim do dia,

quando acendem as tochas;

águas azuis e verdes ao mesmo tempo;

matrículas engraçadas;

muitas plumérias, nas árvores, no chão, na água... caem girando como hélices sempre de coroa para baixo, só o vento as vira... ou não;

mai tai (com ou sem alcool!);

muitos colares de contas da noz de macadamia produzida localmente;

linhas aéreas com nomes engraçados (e hospedeiras de mini saias curtíssimas!);

hotéis com piscinas artificiais e naturais onde se venera o nascer do sol (clicar para ampliar);

tubos de lava (ilha Hawai'i) como na Madeira;

paisagens vulcânicas num cenário priclitante;

estradas cortadas por erupções recentes;

e um vulcão que não pára de se dar a conhecer;

a minúscula coconut island na baía de Hilo,

onde o perigo pode vir de cima,

mas também do mar

como atesta a história recente marcada no coqueiro (clicar para ampliar);

árvores gigantescas;

galinhas (e perús) selvagens, sem dono... o que farão aos ovos;

paisagem tropical;

Akaka Falls;

sinalética que se torna familiar ao fim de poucas horas;

locais históricos de civilizações perdidas;

praias quase inacessíveis

de onde se testemunha um dos maiores espectáculos diários da natureza... de borla!

E tantas, tantas coisas mais...

14 agosto, 2011

Coisas que não mudam #166

The summer's been busy...

from walking the New York streets,

to enjoying the beach in the Algarve,

as well as the mountains of Beira Baixa,

further enjoying the food, the sea and the hikes in Terceira island,

getting to know the lovely island of Santa Maria,

and finally exotic Hawai'i.
It is now time now to get back to work!

07 agosto, 2011

Espantos # 298

Silveira (a península, numa ilha), de manhã